Em expansão, Instituto Visão Solidária mira 30 operações em Minas Gerais

Rede de óticas IVS mira expansão em Minas Gerais e capitais brasileiras, prevendo faturamento de R$ 400 milhões até 2027
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Em expansão, Instituto Visão Solidária mira 30 operações em Minas Gerais
Foto: Divulgação Instituto Visão Solidária (IVS)

A rede mato-grossense de ótica Instituto Visão Solidária (IVS) possui 17 franquias comercializadas em Minas Gerais, além de sete lojas em funcionamento. O objetivo da empresa é ampliar esse volume para, pelo menos, 60 unidades vendidas e 30 em operação até o fim de 2027.

Atualmente, a franqueadora possui 380 franquias negociadas e 240 lojas operando no Brasil. Ela ainda está iniciando um novo movimento de expansão voltado para as capitais brasileiras. Recentemente, a marca inaugurou sua primeira unidade em Belo Horizonte, na região do Barreiro.

O fundador e CEO do Instituto Visão Solidária, Tony Cozendey, relata que o franqueado responsável por esse estabelecimento já está em busca de um novo ponto para instalar a segunda operação na capital mineira. Além disso, ele afirma que a rede deve ultrapassar a expectativa inicial de abrir 135 lojas, atingindo cerca de 165 inaugurações neste ano.

“Eu acredito que em 2027 nós alcançaremos um número parecido ou ainda maior que este. Nós também pretendemos expandir nossa atuação em Minas Gerais”, diz.

Além disso, segundo o empresário, a projeção inicial de R$ 230 milhões de faturamento em 2026 também deverá ser superada, podendo chegar a aproximadamente R$ 250 milhões. Para o próximo ano, a expectativa é atingir cerca de R$ 400 milhões. Lembrando que em 2025, o valor registrado foi de R$ 110 milhões.

Das unidades previstas para o Estado, cerca de 20 deverão ser instaladas em Belo Horizonte e em cidades da região metropolitana. Cozendey destaca que a missão da empresa é democratizar o acesso aos óculos no País e, por isso, a estratégia inicial de expansão envolveu cidades do interior.

Foco nas capitais

Fachada de unidade da rede Instituto Visão Solidária (IVS).
Foto: Divulgação Instituto Visão Solidária (IVS)

A partir de agora, a rede IVS seguirá para as principais capitais brasileiras, após concluir a etapa de validação das operações, por meio de lojas próprias. O empresário destaca que o interior foi responsável por consolidar nosso modelo de negócio, mas, agora, chegou o momento de levar a experiência típica da marca para todas as capitais.

“Onde enxergamos um enorme potencial de expansão e uma demanda crescente por um atendimento mais próximo e acessível”, completa.

A expectativa da companhia é ampliar significativamente sua participação nos grandes centros urbanos sem abandonar a estratégia que marcou sua trajetória. As cidades do interior continuarão recebendo investimentos, mas as capitais passam a exercer papel estratégico no plano de crescimento da rede.

Além da capital mineira, as demais metrópoles brasileiras no radar e priorizadas pela franqueadora são: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Salvador (BA) e Goiânia (GO).

Para Cozendey, outro diferencial da estratégia está no perfil das franquias. Ele pontua que as capitais oferecem um ambiente competitivo, mas também proporcionam grande visibilidade para a marca.

“Nosso modelo foi testado em mercados extremamente diversos ao longo dos últimos anos e chega preparado para disputar espaço nos maiores centros consumidores do País. Não buscamos apenas abrir lojas, mas construir operações sustentáveis e de longo prazo”, destaca.

A expectativa é que o avanço nas capitais contribua para aumentar o faturamento da rede, fortalecer a marca nacionalmente e ampliar a capilaridade do negócio, mantendo como princípio a democratização do acesso à saúde visual.

Atuação no mercado mineiro

O empresário afirma que a empresa é a que mais inaugura lojas desse segmento. A expectativa para este mês, por exemplo, é inaugurar uma unidade a cada dois dias. Entre elas, estão as recém-lançadas franquias de Belo Horizonte e de Unaí, na região Noroeste de Minas.

“Vamos completar, no final deste ano, quatro anos de expansão de franquias. Nós saímos de sete lojas para quase 400 unidades vendidas e cerca de 250 operando”, relata.

O CEO do Instituto Visão Solidária ressalta ainda que as expectativas são as melhores para a expansão no mercado mineiro. Ele lembra que Minas Gerais foi um dos últimos estados onde a empresa passou a atuar, expandindo para outros mercados antes de chegar na região.

Cozendey destaca a capilaridade, com 853 municípios, e o tamanho do território mineiro. Segundo ele, o Estado oferece o mesmo potencial de abertura de unidades que São Paulo. Outro ponto mencionado é o fato de Minas reunir algumas operações já validadas, o que contribui para a atração de novos franqueados locais para a marca.

“O candidato quer saber se tem franquia operando em sua região ou seu estado e, uma vez que nós temos essas unidades, fica bem mais fácil expandirmos com mais velocidade em Minas Gerais”, explica.

O foco da rede, segundo o empresário, está em cidades com população superior a 20 mil habitantes. Ele destaca que, segundo alguns estudos, cerca de um terço da população possui algum tipo de dificuldade visual, portanto, a expansão para municípios com essa característica oferece um mercado com cerca de 6.500 clientes em potencial.

Perfil de franqueados

Fachada de unidade da rede Instituto Visão Solidária (IVS).
Foto: Divulgação Instituto Visão Solidária (IVS)

Quanto ao perfil ideal de franqueado, o CEO do IVS afirma que não é exigido qualquer grau de experiência na área. Além disso, a preferência é por candidatos que não possuem outra operação do segmento de ótica e estejam em busca de oportunidades para empreender em um setor de necessidade primária e sem sazonalidade.

“Ele precisa ter capacidade para investir a partir de R$ 200 mil e estar aberto para aprender todo o modelo de negócio conosco, isso é o que nós exigimos. Obviamente, ele também precisa ter alinhamento com os nossos princípios e valores, além da forma como nós pensamos o negócio”, ressalta.

Entre os propósitos da marca está o impacto social do negócio. Cozendey cita como exemplo o projeto “Criança de Visão”, voltado para a doação de óculos para crianças carentes de todas as cidades onde a rede atua. Segundo ele, a empresa irá realizar, no período do Dia das Crianças (12 de outubro), a “Semana Nacional Criança de Visão”, com o objetivo de doar 2 mil óculos em todo o País.

“Nós procuramos pessoas que querem empreender e se conectam com movimentos de impacto social”, afirma.

O investimento médio necessário para abrir uma franquia da marca é a partir de R$ 200 mil e 5,5% de royalties. Já o faturamento é de R$ 1 milhão por ano, podendo chegar a R$ 2 milhões dependendo do ponto de venda, com lucratividade média entre 20% e 30%. O tempo médio de retorno do investimento, ou payback, é a partir de 12 meses.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.

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