Nansen investe R$ 5,5 milhões em carregadores para ônibus elétricos de BH

Empresa cita equipamentos em Confins e na Rodoviária de BH; contrato para a frota municipal inclui carregadores fabricados em Betim e implantação da infraestrutura
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Nansen investe R$ 5,5 milhões em carregadores para ônibus elétricos de BH
Foto: Divulgação/ Nansen

A atuação da Nansen na mobilidade elétrica em Minas Gerais vai além do fornecimento de carregadores para ônibus municipais. A empresa informa que tem equipamentos na rodoviária da Capital e no Aeroporto Internacional de Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), além de fornecer para redes de recarga no Estado. As informações são do gerente de Eletromobilidade da companhia, João Pedro Tabelini.

Na capital mineira, a empresa será responsável pela implantação de 27 carregadores para a nova frota de ônibus elétricos da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). O contrato, de R$ 5,5 milhões e com prazo de 18 meses, prevê a fabricação dos equipamentos na unidade de Betim (RMBH).

O acordo inclui etapas que vão além do fornecimento dos carregadores. A Nansen ficará responsável pelo desenvolvimento do projeto executivo, pelas obras civis e elétricas, pela instalação dos equipamentos e pelos testes de funcionamento. O contrato também prevê o treinamento dos operadores.

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Foto: Divulgação/ Nansen

Modelo de negócio inclui obras e instalação

Segundo Tabelini, a empresa trabalha com projetos no modelo turnkey, em que um único fornecedor reúne diferentes etapas da implantação. Nesse formato, a Nansen pode assumir desde o planejamento até a instalação da infraestrutura, incluindo os projetos elétrico e civil e a execução das obras.

A proposta, conforme o executivo, é concentrar a responsabilidade técnica pela implantação em uma única empresa. Os carregadores são uma parte da solução, que depende também da infraestrutura elétrica necessária para colocá-los em funcionamento.

Os equipamentos destinados a Belo Horizonte terão potência inicial de 160 quilowatts (kW), com possibilidade de ampliação para 240 kW mediante a instalação de módulos adicionais e as adaptações necessárias na rede elétrica. Cada carregador contará com dois conectores, permitindo a recarga simultânea de dois ônibus. O contrato inclui ainda a plataforma de gerenciamento Go Nansen e garantia de cinco anos para os equipamentos. A estrutura atenderá à nova frota municipal de 96 ônibus elétricos.

Transporte coletivo e demanda por recarga

Na avaliação de Tabelini, um dos fatores que impulsionam a eletrificação do transporte público é a expectativa de tornar o serviço mais atraente para os passageiros. O executivo afirma que gestores municipais consideram características como menor ruído e maior conforto dos veículos entre os aspectos que podem estimular o uso do transporte coletivo.

No mercado de recarga de veículos elétricos particulares, a demanda segue outra dinâmica. Segundo ele, a expansão da infraestrutura acompanha o aumento da circulação desses veículos e a necessidade de oferecer aos usuários maior confiança na disponibilidade de pontos de recarga.

Tabelini afirma que a Nansen mantém conversas com cerca de 70 municípios brasileiros sobre projetos de mobilidade elétrica. Ele citou Curitiba (PR), Porto Alegre (RS) e Salvador (BA) entre as cidades que estudam iniciativas do tipo, mas não indicou quais devem avançar primeiro nem apresentou cronogramas para essas possíveis operações.

Atuação em outros mercados

Além dos projetos em Minas Gerais, a Nansen informa ter participado de iniciativas de infraestrutura para ônibus elétricos em outras cidades. Em Goiânia (GO), a empresa participou da implantação de um eletroterminal com 23 carregadores de 240 kW.

Na capital paulista, a companhia já instalou mais de 170 carregadores de 180 kW destinados a ônibus elétricos. Em São José dos Campos, no interior de São Paulo, entregou uma estação com 17 equipamentos de até 320 kW, capaz de atender simultaneamente a 34 veículos.

Tabelini também afirmou que a Nansen fornece equipamentos para as fabricantes de veículos Stellantis e Iveco, sem especificar quais produtos são destinados às montadoras.

Sobre o autor

Guilherme Ferreira

Estagiário(a) • Escreveu sob supervisão da edição