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Pessoas com deficiência: ingresso no mercado de trabalho é desafio

País conta com cerca de 14,4 milhões de indivíduos nessas condições
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Pessoas com deficiência: ingresso no mercado de trabalho é desafio
Foto: Reprodução Adobe Stock

A inserção no mercado de trabalho é uma tarefa desafiadora para qualquer um, principalmente quando se trata de uma pessoa com deficiência (PCD). O Brasil conta com aproximadamente 14,4 milhões de indivíduos nessas condições, segundo o último levantamento do tema divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2025, representando cerca de 7,3% da população com dois anos ou mais, mas o grupo ainda enfrenta muitos problemas na área, mesmo com o auxílio de políticas públicas.

O termo PCD prioriza o indivíduo em relação à sua condição de limitação a longo prazo, sendo de caráter físico, mental, intelectual ou sensorial, decorrente de amputações, cegueira, surdez e síndrome de down, por exemplo -, assim como suas combinações.

Com deformidade congênita (falta do acetábulo do fêmur no quadril esquerdo, substituído por uma prótese), a filósofa, advogada e poeta, Beth Guedes, convive com o capacitismo no dia a dia, devido a uma série de fatores históricos, culturais e estruturais responsáveis por gerar um estranhamento por corpos e comportamentos considerados fora do padrão.

Beth Guedes
Foto: Divulgação MultiComunicar

“Infelizmente, o preconceito estrutural leva ao prejulgamento que a deficiência causa incapacidade para realizar tarefas e outras demandas, subestimando as habilidades”, destaca.

Ela trabalhou em empresa privadas e pública, sendo que, atualmente, se dedica à poesia, expressando seus sentimentos sobre a vida e momentos de superação por meio das palavras e publicou sete livros de poesia: Viver é Isso e Algo Mais; A Pá Lavra; A leveza da vida em versos; O sopro do belo; Caligrafia do entardecer; Memória do tempo e As flores de minha mãe.

Legislação

No Brasil há leis, como a de Cotas (n° 8.213/91), que foram criadas para garantir inclusão e acessibilidade ao grupo, porém, ainda assim, existem limitações. Os problemas decorrem do fato de que nem todas as empresas se sentem no compromisso em seguir essas normas.

A legislação determina que companhias com pelo menos cem empregados devam separar o mínimo de 2% de suas vagas para PCDs. A porcentagem aumenta conforme a elevação do número de funcionários e, consequentemente, exclui pequenos negócios.
Para Beth Guedes, o pequeno empresário deve ter consciência da importância de contratar um PDC, não por cumprimento legal, mas pelo conhecimento de suas capacidades e consciência e que não devem ser excluídos por fatores fora de controle pessoal.

Criada há mais de 34 anos, a lei é considerada a principal ferramenta de inclusão profissional, empregando mais de 550 mil brasileiros deficientes com carteira assinada. A estimativa é que 93% do grupo esteja, justamente, trabalhando por meio de empresas obrigadas pela medida.

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