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Programa leva alunos do Senac para experiências reais de trabalho e amplia formação profissional

Iniciativa já beneficiou milhares de estudantes e acompanha mudança no perfil dos cursos de hospitalidade e gastronomia
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Programa leva alunos do Senac para experiências reais de trabalho e amplia formação profissional
Foto: Luis Otávio Pires

Barbacena – A experiência prática tem ganhado cada vez mais espaço na formação profissional do Senac em Minas Gerais. Criado há cerca de dois anos, o programa Prática na Real permite que estudantes atuem em hotéis-escola, restaurantes, eventos e outras operações parceiras, aproximando o aprendizado da rotina do mercado.

Segundo o diretor de Hospitalidade e Gastronomia do Senac, Edson Puiati, a iniciativa foi criada para superar uma limitação antiga da instituição.

“Antes, quando o horário da aula terminava, muitos alunos precisavam deixar as atividades. O programa nasceu justamente para sustentar essa prática profissional fora da sala de aula.”

A iniciativa oferece ajuda de custo para transporte, alimentação e, quando necessário, hospedagem, permitindo que estudantes de diferentes unidades participem de eventos e atividades práticas em diversas cidades.

O programa é utilizado em todas as áreas de formação do Senac, incluindo gastronomia, hotelaria, turismo, moda, beleza, estética e gestão. Segundo Puiati, milhares de alunos já passaram pela iniciativa.

“O objetivo não é remunerar o estudante, mas garantir que ele tenha condições de participar da atividade prática sem que o custo seja um obstáculo.”

No Hotel Senac Grogotó, os estudantes participam diretamente da operação do restaurante e dos serviços de hotelaria, colocando em prática técnicas aprendidas em sala de aula. A mesma lógica é aplicada em eventos como o Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes e em outras operações do Senac.

Para Puiati, esse contato com situações reais é um diferencial na formação profissional.

“O programa foi criado para pensar a prática no ambiente real de trabalho, seja dentro de um hotel-escola, de um restaurante-escola ou de grandes eventos.”

Novo perfil

O diretor também observa uma mudança significativa no perfil dos alunos. Se antes predominavam jovens em busca do primeiro emprego, hoje as turmas reúnem pessoas de diferentes faixas etárias.

“Hoje temos alunos de 18, 40, 50 e até mais de 60 anos. Muitos procuram uma segunda profissão, querem empreender ou simplesmente mudar de carreira.”

Segundo ele, essa diversidade reflete transformações no mercado de trabalho e também aumenta a inclusão nas salas de aula.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta dificuldades para atrair jovens para algumas ocupações, principalmente as ligadas ao atendimento em restaurantes.

“Os jovens têm buscado mais qualidade de vida. Eles fazem as contas e, muitas vezes, não enxergam atratividade em profissões como garçom ou garçonete. Em contrapartida, cresce o interesse de profissionais acima dos 40 anos, que veem na qualificação uma oportunidade de recomeçar.” (A jornalista viajou a convite do Senac Minas)

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