Entenda o que era a “Abin Paralela”

1 de fevereiro de 2024 às 5h03

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Crédito: Antonio Cruz/Agência Brasil

“Organização criminosa infiltrada na Abin.” (Alexandre de Moraes, Presidente do STF)

Mais essa agora! Uma Abin paralela, Santo Deus! Um serviço de informações clandestino enxertado dentro de um órgão oficial incumbido de prestar assessoria à Presidência da Republica com o objetivo de orientar estratégias do Estado em magnas questões no plano interno e no cenário internacional. Foi montado, no governo passado para fazer espionagem a granel atingindo milhares de cidadãos considerados, na maniqueísta avaliação dos detentores então do poder, “hostis” aos interesses palacianos. O inacreditável e sórdido monitoramento alvejou, segundo a diligente Polícia Federal, elementos da cúpula política, ministros, governadores, magistrados, congressistas, jornalistas e também representantes do Ministério Público engajados em investigações contra milicianos cariocas, com realce para o intrincado “caso Marielle”. A paranoica empreitada não poupou nem mesmo aliados…

À medida que avançam as apurações, a perplexidade da opinião pública se agiganta, com as pessoas comuns indagando até onde essa história maluca irá chegar. O inimaginável está acontecendo. A PF levantou indícios de que o sistema paralelo de coleta ilícita de informações continuou mesmo depois das eleições e da posse. Os articuladores do mafioso esquema não haviam interrompido até recentemente as operações. Utilizando aparelhos de alta sofisticação tecnológica, pertencentes ao acervo da Abin, aparelhos esses deslocados sorrateiramente para residências e escritórios, valendo-se ainda, provavelmente de informações passadas sub-repticiamente por algum funcionário inidôneo, deram sequência aos rastreamentos das pessoas sob mira.

O levantamento de dados concernentes à história da chamada “Abin paralela” conduziu os investigadores a uma revelação valiosa. Em entrevista dada a um canal de televisão, em programa de grande audiência, o ex-ministro Gustavo Bebiano, já falecido, que pertenceu ao grupo mais próximo a Jair Bolsonaro, do qual acabou se afastando depois de forte desentendimento, contou que o ex-presidente falou-lhe, em dada ocasião, no começo do governo, de sua intenção de estruturar a tal “Abin paralela”, ele, Bebiano, e o General Santa Cruz, que também veio a deixar o governo por incompatibilidade, manifestaram sua discordância e apreensão à hipótese trazida por Bolsonaro.

Pelo que se está vendo, a crônica política brasileira tende a reservar capítulo bem alentado para descrever a penca de malfeitos produzidos no ciclo de governamental findo em 31 de dezembro de 2023.
Vez do Leitor – O jornalista Orlando de Almeida comenta artigos recentes. Diz sobre “O fatídico 8 de janeiro” (DC, 7 – 1- 24): “Apreciei sobremaneira o artigo, uma página que devemos apagar da nossa história, mas só depois que os grandes responsáveis forem para a cadeia.” Sobre o Artigo “Amor total” ( DC 28/12/23) Assinala: “Belíssimo o poema a respeito do verdadeiro significado do Natal, um período que o amor entre todos deve predominar e não o consumismo e a mesa farta.”

  • Guilherme Roscoe, engenheiro, comenta o artigo “A ponta do iceberg” (DC. jan. de 24): “É com imenso pesar que ouso adicionar este breve e odioso comentário. Em minha estreita e particular visão, por certo minoritária e quase única, julgar que nós, os terráqueos humanos, temos força para controlar os movimentos de correntes marítimas, erupções vulcânicas, ventanias e furacões, e também intervir na alternância de ciclos naturais de variação de temperatura do imenso (para nossa insignificância relativa) planeta Terra, só pode ser exagerada fé em nós mesmos. Pelo bom senso, injustificável.”

*Jornalista(cantonius1@yahoo.com.br)

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