Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Fechado desde o dia 18 de março passado, o comércio varejista não essencial em Belo Horizonte está novamente aberto desde a última segunda-feira, obedecendo a um calendário gradual, a ser cumprido em quatro etapas e a cada duas semanas, caso as condições favoráveis se mantenham.

Se a evolução não for a esperada, o movimento poderá tomar a direção contrária, com a abertura sendo revertida a qualquer momento. Da mesma forma poderão ser mantidas ou revertidas as três etapas seguintes e já amplamente divulgadas.

Do ponto de vista da economia, o longo período de inatividade representou enormes prejuízos para os negócios tomados isoladamente, para os trabalhadores e igualmente para o fisco.

Um rigor necessário, hoje está evidente, demonstrando que as medidas postas em prática em Belo Horizonte e no Estado produziram, até agora, no que toca à questão sanitária, resultados muito positivos, com os níveis de contaminação e óbitos mantidos entre os mais baixos no País, com toda a rede de suporte médico atendendo à demanda satisfatoriamente e, mais, com capacidade para ampliar seus serviços, se for necessário.

Só para lembrar, o hospital de campanha montado em tempo recorde no Expominas, o maior no Brasil, permanece fechado, como reserva técnica que é ao mesmo tempo fator de tranquilidade para todos.

Sim, cabe comemorar o bom trabalho realizado, cabe cumprimentar governador e prefeitos, em especial Alexandre Kalil, de Belo Horizonte. Mas cabe compreender também que apenas uma etapa foi cumprida, que o pico da pandemia ainda não nos alcançou e, igualmente, ser fundamental que o mesmo trabalho de qualidade se repita daqui para frente no processo de atendimento às empresas que, com pouquíssimas exceções, completam esta travessia extremamente fragilizadas, algumas de portas definitivamente fechadas, milhares delas demandando regime de recuperação judicial e todas esperando um pouco de alívio, de fôlego para que possam, adiante, comemorarem também o retorno à plena normalidade juntamente com seus colaboradores.

Para concluir, a boa expectativa é que tudo que aconteceu e acontece seja oportunidade para grandes mudanças, seja no comércio, seja nas demais atividades econômicas, com pontos como simplificação, desburocratização, colaboração, inovação e competitividade elevados a um novo patamar. E que os empresários e investidores possam encontrar na esfera pública apoio e estímulos mais consistentes, num esforço comum e permanente que deve ir muito além apenas da agora almejada recuperação.