COTAÇÃO DE 26/07/2021

DÓLAR COMERCIAL

COMPRA: R$5,1740

VENDA: R$5,1740

DÓLAR TURISMO

COMPRA: R$5,1630

VENDA: R$5,3400

EURO

COMPRA: R$6,1233

VENDA: R$6,1261

OURO NY

U$1.797,46

OURO BM&F (g)

R$299,92 (g)

BOVESPA

+0,76

POUPANÇA

0,2446%

OFERECIMENTO

INFORMAÇÕES DO DOLAR

Opinião

Para além do discurso, o mercado quer ação

COMPARTILHE

Crédito: Freeimages

A Cúpula dos Líderes Globais sobre o clima criou um ambiente de otimismo e cooperativismo que visa à redução da emissão de gás carbônico para conter o aquecimento global abaixo de 1,5ºC. Ações como essa, em prol do meio ambiente, da qualidade e sustentabilidade do planeta, têm se tornado recorrentes e dominado a pauta mundial dos líderes e suas corporações, não apenas pelo compromisso que os países têm com as nações e preservação das espécies, mas porque também são condicionantes para própria sobrevivência financeira.

E esse movimento tem um nome: ESG – Environmental, Social and Governance (ESG), ou melhor dizendo, Ambiental, Social e Governança. O termo incorpora essas questões, indo além das tradicionais métricas econômico-financeiras, permitindo uma avaliação das empresas de forma holística – o que na prática, significa uma boa ou má recomendação na Bolsa de Valores.

PUBLICIDADE

Simples assim? Sim, ou você e sua empresa entram no jogo da sustentabilidade ou estão fora da lista de recomendações dos especialistas financeiros. A equação é muito simples. Empresas que não se importam com o meio ambiente, economia de recursos e com a destinação dos resíduos que gera; não trabalham junto às comunidades onde atuam, e não incitam internamente valores focados na transparência, diversidade, ética e desenvolvimento estão, cada vez mais, oferecendo riscos à própria sobrevivência, aos stakeholders e espaços onde concentram os seus negócios. E quem quer arriscar o próprio capital em empresas que podem sucumbir da noite para o dia? Ou que estejam envolvidas em corrupção ou irregularidades? E não estamos falando apenas dos efeitos do negócio no clima ou desastres ecológicos, mas – também – a preocupação com o uso de energias renováveis, no combate ao racismo e a homofobia, o controle da emissão de gás carbônico e dos impactos sociais, dentre tantas vertentes que devem constar na governança corporativa.

 A regra agora foi ditada pelo mercado e tem que gerar valor para o planeta para que as empresas sejam aceitas pelos acionistas. As corporações que tinham como praxe o lucro pelo lucro vão ter que se ajustar a esse “novo normal” que apela para relações mais humanizadas e transparentes, com valorização das pessoas e suas contribuições. Esses países e empresas que defendem a transparência e demonstram sua capacidade de renovação pelo viés da sustentabilidade atrairão investimentos de forma mais eficaz, incluindo capital de maior qualidade e de longo prazo.

O presente e o futuro estão abertos às organizações-vivas que interiorizaram o conceito de economia circular que pressupõe recriar, repensar materiais, inovar e incorporar a pesquisa e o desenvolvimento na rotina das corporações, com o apoio de centros públicos e privados, para a economia e preservação dos recursos, mitigando os impactos da operação e trazendo valor para o meio e comunidades onde atuam. Não há espaço para divagações sobre ser sustentável ou não.

A pandemia Covid-1 9 e tudo o que vivemos hoje têm nos aberto os olhos para o que é primordial, para o que vale a pena e a urgência das ações. A ferida sobre a finitude da vida e das suas relações nunca esteve tão aberta, convocando-nos para uma transformação. E, parafraseando John Lennon: “A vida é o que acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos” ou assumimos a urgência da sustentabilidade em nossas corporações ou teremos que lidar com as emergências: empresas que do dia para a noite tem suas ações caindo em uma completa derrocada financeira ou que não saberão explicar onde erraram e o motivo de não sobreviverem aos novos tempos. Nesse sentido, será que vale à pena esperar?

*Consultor de sustentabilidade da Biosfera Soluções Sustentáveis
Ao comentar você concorda com os Termos de Uso. Os comentários não representam a opinião do portal Diário do Comércio. A responsabilidade sob qualquer informação divulgada é do autor da mensagem.

COMPARTILHE

NEWSLETTER

Fique por dentro de tudo que acontece no cenário economico do Estado

CONTEÚDO RELACIONADO

OUTROS CONTEÚDOS

PRODUZIDO EM

MINAS GERAIS

COMPARTILHE

Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin
Compartilhar no telegram

Comunicar erro

Identificou algo e gostaria de compartilhar com a nossa equipe?
Utilize o formulário abaixo!