Minas retoma o debate sobre seu papel no desenvolvimento nacional

Projeto Parceiros do Futuro mobiliza líderes e setores em torno de um novo modelo de desenvolvimento
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Minas retoma o debate sobre seu papel no desenvolvimento nacional
Foto: Marcello Casal Jr. Agência Brasil

Fazendo um retrospecto, Minas Gerais tem um histórico de protagonismo na economia nacional, sendo a terceira maior do País e um dos principais polos industriais e agropecuários. No entanto, ainda enfrenta desafios estruturais, como a dependência da mineração, a baixa diversificação produtiva e a desigualdade entre regiões.

Foi o primeiro Estado brasileiro a realizar planejamento de longo prazo, em um processo que remonta há mais de um século. Essa capacidade de antever o futuro fez de Minas a terceira maior economia do País, chegando a superar o crescimento nacional na década de 1970.

A forte dependência da mineração e do agronegócio tornou a economia mineira vulnerável às oscilações do mercado global, de modo que os ciclos de alta e baixa nos preços das commodities impactam diretamente a arrecadação do Estado e a geração de empregos. Além disso, a industrialização mineira, que foi um importante motor de crescimento nas décadas de 1960 e 1970, perdeu fôlego nas últimas décadas, enquanto outros estados avançaram na economia do conhecimento e na inovação tecnológica.

Ainda assim, o Estado mantém diferenciais estratégicos, como posição geográfica privilegiada, ampla rede de universidades e centros de pesquisa e um setor empresarial diversificado. O desafio, agora, é transformar essas vantagens em um modelo de desenvolvimento econômico que combine tradição e inovação, agregando mais valor aos produtos e reduzindo as desigualdades regionais, contribuindo para uma sociedade mais justa e equilibrada em todos os níveis.

Transformações econômicas e sociais ocorrem, neste momento, de forma globalizada, afetando cadeias produtivas em todo o mundo e comportamentos sociais, incluindo o consumo e a maneira como as pessoas se relacionam com governos, empresas e produtos. Nesse cenário, o Brasil e, mais especificamente, Minas Gerais surgem como possíveis protagonistas, sem deixar de lado o desafio de equilibrar suas vocações tradicionais com a necessidade de modernização e diversificação produtiva.

O Diário do Comércio, fundado em 1932, acompanhou de perto todo esse movimento. Seu fundador, José Costa, inaugurou o que hoje se chama jornalismo propositivo: participou de campanhas pela industrialização e modernização da economia mineira, que resultaram em marcos como o primeiro Distrito Industrial de Minas (1942), a criação da Cemig (1950), o desenvolvimento da indústria siderúrgica e a instalação da primeira montadora de veículos fora de São Paulo, a Fiat (1976).

Para dar continuidade ao legado de José Costa, fomentar o debate e mobilizar a sociedade na construção de um futuro mais próspero, o Diário do Comércio, em parceria com a Spine, deu início ao Parceiros do Futuro, iniciativa que busca reunir empresários, acadêmicos, lideranças políticas e a sociedade civil em um debate aprofundado sobre as potencialidades e os entraves do Estado, criando uma agenda de desenvolvimento sustentável e de longo prazo.

Por meio de debates, encontros e conteúdos estratégicos, o projeto propõe reunir visões e experiências em busca de soluções concretas para os desafios mineiros. O foco está na diversificação econômica, na valorização da inovação e na criação de um planejamento suprapartidário, que não seja interrompido a cada troca de governo – trabalho iniciado com a publicação de conteúdos especiais semanais.

Arte com os números do Parceiros do Futuro

“Por meio do Parceiros do Futuro, nós, do Diário do Comércio, estamos nos posicionando e assumindo o papel de mobilizadores para a cooperação e construção do futuro que desejamos para Minas Gerais, com a força de todos os setores e lideranças”, reforça Adriana Muls.

A jornalista ressalta que essa jornada teve início no fim de 2024, a partir de uma série de entrevistas com mais de 40 nomes de destaque – líderes de vários setores do Estado, alguns dos principais nomes da academia na atualidade e gestores de importantes instituições públicas e privadas de Minas Gerais. “Esse compilado vem, há alguns meses, ocupando as páginas do Diário do Comércio, nas versões impressa e digital, propondo reflexões, questionamentos e caminhos para que o Estado volte a ocupar um papel de destaque no desenvolvimento nacional”, afirma.

Saiba mais sobre o Parceiros do Futuro

Arte com números e estratégia do Parceiros do Futuro
Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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