Parceiros do Futuro

Mineração em Minas Gerais: um desafio em curso

Setor busca evoluir com mais valor agregado
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Mineração em Minas Gerais: um desafio em curso
Crédito: Reprodução AdobeStock

Desde os rompimentos das barragens de mineração ocorridos em Minas Gerais em novembro de 2015 e janeiro de 2019, que nem setor, nem Estado foram mais os mesmos. Os colapsos das estruturas da Samarco e da Vale trouxeram à tona discussões sobre responsabilidade ambiental, social, legal e jurídica. Mais do que isso. Fizeram com que sociedade, gestores públicos, parlamentares e executivos pensassem um novo jeito de minerar. Há quem diga que muito avançou, há quem defenda que ainda há muito a ser feito e há quem, mesmo antes de tudo acontecer, já enxergava que era possível fazer diferente.

É que mineração e Minas Gerais caminham juntas. E especialistas são unânimes: um não existe sem o outro e se um não avançar, o outro também não avança. Mas é preciso evoluir. Já sob essa ótica, o assunto foi tema de uma reportagem especial do Diário do Comércio em julho de 2022.

Caminhão Mineração
Crédito: Bruno Magalhães / Nitro

“Em um passado não muito distante, quando nem a exaustão e nem problemas socioambientais eram pautas da principal atividade econômica de Minas Gerais, a mineração, o poeta Carlos Drummond de Andrade já traduzia em palavras o sentimento de todo mineiro. Um misto de orgulho e preocupação, de entusiasmo, entendimento e perguntas sem fim sobre o que rege um setor essencial, complexo, finito e, hoje, passível e carente de adaptações como a mineração.

Mineiro de Itabira (região Central), berço da mineração no País e em Minas, Drummond viveu em uma época em que muito se sabia sobre a pujança do setor no Estado, mas pouco se fazia para preservar as outras riquezas existentes por trás das rochas que formam as Minas Gerais. Décadas se passaram e o minério de ferro só se fez valorizar, o que impôs algumas pedras no caminho, que fizeram e têm feito a atividade repensar práticas e soluções. Do cuidado com o meio ambiente ao relacionamento com as comunidades onde estão inseridas, mineradoras já admitem que seus negócios não sobrevivem mais por si só”, diz trecho do conteúdo, que buscava refletir – com o auxílio de especialistas – o que ainda falta para se alcançar essa nova mineração.

Minério de ferro
Crédito: Reprodução AdobeStock

Três anos depois, o Parceiros do Futuro, projeto do Diário do Comércio em parceria com a consultoria especializada em desenvolvimento de negócios e de pessoas Spine, volta a refletir sobre o tema. A iniciativa busca mobilizar empresários, acadêmicos, lideranças políticas e a sociedade civil para um debate aprofundado sobre as potencialidades e os entraves do Estado, criando uma agenda de desenvolvimento sustentável e de longo prazo. E, claro, tudo isso passa pela principal atividade econômica de Minas: a mineração.

O documento que contextualiza e embasa o projeto reforça que Minas Gerais pode e deve continuar ativa em processos de mineração e extração de recursos naturais. O que se busca com a análise crítica é sinalizar pontos importantes de reflexão, dentre eles a necessidade de avançar no processo de agregação de valor não significa renunciar à mineração ou à extração de recursos naturais.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas