Candidatos ao Senado por Minas Gerais apresentam propostas para a mineração
Quatro candidatos ao Senado participaram do evento Mineração em Debate 2026, promovido pela Associação Brasileira dos Municípios Mineradores (Amig Brasil), em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (19): Áurea Carolina (Psol), Carlin Moura (Avante), Marília Campos (PT) e Domingos Sávio (PL). Os candidatos Marcelo Aro (Progressistas) e Marco Antônio Supermann (Novo) informaram que já tinham compromissos agendados anteriormente e não participariam. Já os candidatos Arcanjo Miguel e Manoel Carvalho, do MDB, e Gustavo Galassi, do PSDB, não confirmaram participação durante a organização da sabatina.
Assim como os candidatos ao governo de Minas, os candidatos ao Senado receberam das mãos do presidente da Amig Brasil, Marco Antônio Lage, uma carta com propostas para a mineração. Os políticos que participaram assumiram o compromisso com a agenda da associação. Apesar das diferenças partidárias e ideológicas, os quatro candidatos presentes defenderam o fortalecimento da Associação Nacional de Mineração (ANM) para que se intensifique a fiscalização. Para isso, houve consenso que a agência precisa de recursos, infraestrutura e equipe suficiente para executar seu trabalho.
A candidata do Psol, Áurea Carolina, destacou que a mineração deve respeitar, antes de tudo, os municípios impactados pela atividade. “Além disso, é preciso ter muito respeito às grandes joias que são as pessoas, porque as vidas precisam ser protegidas e o crime da Vale em Brumadinho não pode se repetir. Para isso, temos que investir na efetiva reparação, no fortalecimento da legislação e da fiscalização e em projetos que possam ser convertidos em legado para as comunidades impactadas”, ressaltou.
Valorização dos municípios mineradores
O candidato do Avante, Carlin Moura, defendeu uma participação efetiva dos municípios mineradores na construção do novo marco regulatório da mineração, atualmente em tramitação no Congresso Nacional. “O marco regulatório deve priorizar o desenvolvimento social e econômico, mas também deve ser descentralizado da União. Precisamos de uma legislação moderna que garanta maior protagonismo dos municípios que suportam as consequências da mineração”, assinalou Carlin Moura.
Na opinião da candidata Marília Campos, do PT, o Estado é muito rico e ainda sofre com uma desigualdade social muito grande. Para ela, a atividade mineradora pode ser a oportunidade de levar desenvolvimento e igualdade, principalmente para os municípios impactados diretamente. Nesse sentido, a candidata defendeu que a Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) vá além de apenas cobrir os impactos da atividade minerária. “Defendo o aumento da alíquota para que seja possível financiar o desenvolvimento econômico pensando no período pós-mineração e considerando os impactos ambientais para beneficiar as próximas gerações”, afirmou Marília Campos.
O candidato do PL, Domingos Sávio, disse que é preciso garantir a soberania dos municípios na tomada de decisão. “As mineradoras devem se submeter à lei de uso e ocupação do solo dos municípios porque a atividade cria problemas de mobilidade urbana, impacta os serviços públicos municipais como saúde e educação, gera aumento do custo de vida nas cidades”, argumentou. Domingos Sávio defendeu aumento da Cfem e cobrança dos valores devidos. “As mineradoras já não pagam impostos como todas as empresas pagam, então não podem sonegar ou pagar a menos a Cfem, que é uma compensação financeira pelos problemas que causam aos municípios”, defendeu.
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