Mesmo com decisão de partido, irmão de Cleitinho confirma candidatura de senador ao governo de MG

Irmão do senador diz que legenda vai reverter decisão anunciada em nota e promete novos desdobramentos
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Mesmo com decisão de partido, irmão de Cleitinho confirma candidatura de senador ao governo de MG
Cleitinho Azevedo | Foto: Andressa Anholete/ Agência Senado

Horas após o partido Republicanos publicar uma nota informando que encerrou a tentativa de lançar a candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas, Gleidson Azevedo (Republicanos) afirmou ao Diário do Comércio que o irmão vai, sim, assumir a cabeça de chapa na corrida eleitoral. Segundo o ex-prefeito de Divinópolis e um dos principais porta-vozes de Cleitinho, a decisão da legenda será revertida, e mais informações serão divulgadas ainda nesta quarta-feira (29).

Apesar da nota divulgada pelo Republicanos, nesta quarta, Cleitinho já havia dado indícios nas redes sociais sobre a possível disputa pelo governo de Minas Gerais. Em um vídeo produzido com inteligência artificial e compartilhado pelo senador, ele conversa com o pai e o irmão, ambos já falecidos, e confirma que disputará o cargo de governador.

Na pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta terça-feira (28), Cleitinho lidera as simulações de primeiro e de segundo turnos para o governo de Minas, o que o coloca entre os nomes mais fortes para assumir o cargo em 2027 e ajuda a explicar a insistência do partido em viabilizar sua candidatura.

No entanto, a declaração de Gleidson Azevedo contrasta com o posicionamento oficial divulgado pelo Republicanos nesta quarta. Em nota, a executiva estadual afirmou que encerrou as articulações para lançar Cleitinho ao governo do Estado e atribuiu a decisão à falta de uma manifestação formal do senador até a Convenção Estadual da legenda, realizada no último sábado (25).

Segundo o partido, embora tenha mantido diálogo por meses, reunido aliados e adiado decisões estratégicas para viabilizar o projeto, o parlamentar “nunca formalmente assumiu” a candidatura. A sigla também afirmou que a ausência de Cleitinho na convenção produziu “consequências inevitáveis”, levando partidos aliados a reorganizarem suas estratégias para a eleição.

Cleitinho necessariamente deverá ser candidato pelo Republicanos

Caso a candidatura seja mantida, ela terá de ocorrer pelo Republicanos. Mesmo que senadores possam trocar de partido sem depender da janela partidária, a legislação eleitoral determina que os candidatos estejam filiados à legenda pela qual pretendem concorrer até seis meses antes da eleição. Para estas eleições, o prazo acabou em 4 de abril.

Na prática, isso significa que uma eventual candidatura de Cleitinho ao Palácio Tiradentes somente poderá ser registrada pelo Republicanos, partido ao qual o senador estava filiado na data-limite fixada pela Justiça Eleitoral. A legislação brasileira também não permite candidaturas avulsas, exigindo que todo candidato esteja filiado a um partido político e tenha o registro da candidatura homologado pela própria legenda perante a Justiça Eleitoral.

Apesar disso, a legislação também prevê mecanismos internos para solucionar impasses partidários. Entre eles está a possibilidade de intervenção da direção nacional sobre diretórios estaduais, medida que pode alterar decisões tomadas pelas executivas locais em situações específicas.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG, pós-graduanda em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.

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