Política

Eduardo defende deputada Júlia Zanatta como vice na chapa de Flávio Bolsonaro

Ex-deputado sugere nome da parlamentar para chapa do irmão, destacando lealdade e histórico na Câmara
Eduardo defende deputada Júlia Zanatta como vice na chapa de Flávio Bolsonaro
Foto: REUTERS/Jessica Koscielniak

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o nome da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) como vice na chapa do seu irmão, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em um post na rede social X, antigo Twitter. Na postagem, há uma imagem de Zanatta e Flávio abraçados. Eduardo também afirma que a catarinense é leal e estaria “à altura do cargo”. Segundo ele, as críticas da esquerda também seriam indícios de uma boa escolha.

Zanatta foi eleita para a Câmara dos Deputados pela primeira vez em 2022 com mais de 111 mil votos. Ao longo do mandato, a trajetória dela na Câmara ficou marcada pelo motim realizado por deputados bolsonaristas em agosto de 2025, após a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), posteriormente condenado definitivamente por seu envolvimento na trama golpista.

A deputada levou sua filha, à época uma bebê de 4 meses, para o meio da multidão que barrava o acesso do presidente da Casa, deputado Hugo Motta (Republicanos-PB), à cadeira da presidência. A presidente da Comissão de Defesa da Criança e do Adolescente da seção de São Paulo da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Thaís Dantas, disse na ocasião que a criança foi “usada como objeto” e que havia indícios de violação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

Motta sugeriu a suspensão do mandato de Zanatta e de outros parlamentares envolvidos por seis meses. O corregedor da Câmara, deputado Diego Coronel (PSD-BA), sugeriu a pena de censura escrita. O caso ainda está tramitando. A parlamentar também colecionou atritos diretos com parlamentares de esquerda. Ela e a deputada Talíria Petrone (PSOL-RJ) discutiram na sessão que analisava a prisão do então deputado Chiquinho Brazão, condenado por mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL).
Zanatta disse que usavam o corpo de Marielle para “fazer política”, e Petrone respondeu dizendo a ela que “lavasse a boca” para falar da vereadora.

A escolha de uma mulher como vice na chapa de Flávio tem sido defendida por aliados diante do desempenho do senador entre eleitoras. Segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta (10), Lula (PT) teria vantagem sobre Flávio no primeiro turno de 10 pontos percentuais no eleitorado geral. Já entre as mulheres a diferença sobe para 17 pontos.

O nome da senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, também é levantado. Os presidentes do PL, Valdemar da Costa Neto, e do PP, Ciro Nogueira, já demonstraram apoio público ao nome da senadora.

Conteúdo distribuído por Folhapress

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