BH Airport reduz emissões de carbono em 63% e conquista certificação internacional

Aeroporto de Confins alcançou o nível 4+ do programa Airport Carbon Accreditation após evitar a emissão de cerca de 10,7 mil toneladas de CO₂ equivalente e investir em operações mais sustentáveis

Após ser o primeiro aeroporto do Brasil a atingir o nível 3+ no programa Airport Carbon Accreditation (ACA), o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport), em Confins, na Região Metropolitana de BH (RMBH), fez novo avanço e alcançou a certificação Nível 4+, uma das mais avançadas acreditações internacionais de gestão de carbono para o setor aeroportuário.

O ACA é uma certificação do Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) que reconhece operadores alinhados aos objetivos do Acordo de Paris para a redução e a compensação de emissões. O novo nível foi possível, segundo o BH Airport, porque o aeroporto vem construindo uma estratégia que evitou a emissão de aproximadamente 10,7 mil toneladas de CO₂ equivalente e reduziu em 63% as emissões diretas desde 2017.

“Esse resultado demonstra que a agenda climática está incorporada à estratégia do aeroporto e orienta decisões de investimento, inovação e desenvolvimento da infraestrutura. Mais do que atender aos requisitos de uma certificação internacional, estamos preparando o BH Airport para os desafios futuros da aviação e para uma economia cada vez mais orientada pela descarbonização”, afirma o CEO do BH Airport, Daniel Miranda.

Ações empenhadas para a descarbonização

Para o CEO, entre as medidas empenhadas pelo BH Airport e que tiveram impacto no alcance da certificação está a operação das pontes de embarque dos terminais 1 e 2, cuja alimentação elétrica e a climatização das aeronaves passaram a utilizar energia renovável ao invés de 16 equipamentos movidos a combustíveis fósseis durante a permanência em solo. Essa ação possibilitou a redução do consumo anual de diesel em, aproximadamente, 202 mil litros, o que evita a emissão de 563 toneladas de CO₂ equivalente por ano.

Veja mais ações:

  • Renovação da frota operacional: quatro veículos foram substituídos por modelos elétricos (evita 40 toneladas de CO₂ equivalente);
  • Duas caminhonetes híbridas flex abastecidas com etanol passaram a compor as equipes de manutenção, em substituição ao diesel;
  • Ampliação da frota de ônibus elétricos utilizada nas operações remotas de embarque e desembarque: evita a emissão de outras 42,1 toneladas de CO₂ equivalente por ano. A proposta é usar somente ônibus elétricos até 2030.

Ainda conforme o BH Airport, antes de alcançar o Nível 4+, o aeroporto foi o primeiro operador do Brasil a atingir o nível 3+ de Neutralização no programa ACA. Na ocasião, para chegar à certificação o BH Airport precisou entregar inventários auditados de emissões e de metas contínuas de redução e neutralização das emissões residuais.

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Para além disso, o aeroporto também acumula seis reconhecimentos consecutivos como Aeroporto Verde, concedidos pelo Conselho Internacional de Aeroportos (ACI) e foi apontado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por três anos consecutivos, como o aeroporto mais sustentável do País.

O BH Airport é administrado pelo Grupo ASUR (Aeroportuario del Sureste), com presença nas Américas e no Caribe; pela Zurich Airport, operadora do Aeroporto de Zurique, principal hub aéreo da Suíça; e pela Infraero, estatal com mais de 50 anos de experiência na gestão aeroportuária brasileira. O aeroporto atende cerca de 70 destinos nacionais e internacionais.

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.