Vale encerra situação de emergência em Nova Lima, mas mantém obras em barragens até 2027

Mineradora seguirá monitorando estruturas e ainda fará obras em outras barragens, com previsão de término no segundo semestre de 2027
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Vale encerra situação de emergência em Nova Lima, mas mantém obras em barragens até 2027
Foto: Divulgação/ Vale

A mineradora Vale conseguiu deixar todas as estruturas de barragens de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), fora do nível de emergência. O fato aconteceu após a a Agência Nacional de Mineração (ANM) encerrar o nível de emergência da B7A, localizada na Mina de Águas Claras (MAC) na metade deste mês.

Segundo a mineradora, em contato com a reportagem, apesar do nível de emergência ter sido zerado, “os monitoramentos, conforme previsto pela legislação, serão mantidos na estrutura, que seguirá sendo monitorada por dois anos. Assim, o monitoramento continuará 24 horas, sete dias por semana, pelos Centros de Monitoramento Geotécnicos da empresa”, diz a Vale.

A decisão de encerrar o nível de emergência por parte da ANM ocorre após a conclusão das obras de descaracterização da estrutura, em junho deste ano. Com as intervenções, a B7A deixou de acumular água ou sedimentos e de exercer a função de barragem. Conforme previsto na legislação, foram iniciados os monitoramentos determinados após a conclusão da obra.

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Outras obras

Na Mina de Águas Claras, já foram concluídas também as obras de descaracterização da barragem 8B e do dique auxiliar da barragem 5. As estruturas 7B e 5-MAC encontram-se em fase de desenvolvimento de projeto, enquanto as obras na barragem B6 tiveram início neste ano, com conclusão prevista para o segundo semestre de 2027.

As intervenções integram o Plano Ambiental de Fechamento de Mina (PAFEM), que estabelece as diretrizes para o fechamento seguro das estruturas e a recuperação ambiental da área, considerando também sua destinação futura.

“Chegar ao momento em que não temos mais nenhuma estrutura em nível de emergência em Nova Lima é um marco importante e resultado de um trabalho contínuo de segurança. Na MAC, esse avanço caminha junto com uma transformação que já está acontecendo, com a abertura gradual do território e novos espaços e experiências sendo entregues à sociedade. É um legado que estamos construindo de forma participativa e que começa a fazer parte da vida das pessoas”, destaca a gerente-geral de Geotecnia da Vale, Angélica Silva.

Uso Futuro


Paralelamente à desativação de barragens, a Vale avança no projeto de Uso Futuro da MAC, com a transformação gradual da antiga área minerada em um território voltado à conservação ambiental e a novos usos de interesse da sociedade.

Cerca de 93% dos mais de 1.900 hectares da área são destinados à conservação da biodiversidade, enquanto outros espaços estão sendo gradualmente abertos para atividades de esporte, lazer, cultura e turismo sustentável.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.