Vale terá locomotivas que podem operar com até 25% de biodiesel

Wabtec concluiu a produção da primeira unidade em Contagem (MG). Cinco locomotivas devem ser entregues à Vale até o fim de 2026

Novidade no setor ferroviário com locomotivas que ampliam o uso de biocombustíveis. A primeira unidade da série Evolution, encomendada pela Vale à Wabtec para operar na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) foi concluída na fábrica de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A fabricante prevê entregar cinco locomotivas destinadas à ferrovia até o fim deste ano.

A locomotiva da EFVM integra um pedido de 50 máquinas que a Vale fez no ano passado para renovar a frota ferroviária. Do total, 36 unidades do modelo EVOBBW serão destinadas à EFVM, enquanto outras 14, do modelo ES58Aci, vão atender à Estrada de Ferro Carajás (EFC).

Segundo a Wabtec, os novos modelos consomem 6% menos combustível que as locomotivas atualmente utilizadas. Os equipamentos também podem operar com uma mistura de até 25% de biodiesel, acima dos 15% exigidos por lei em 2026.

Novas locomotivas ampliam uso de biocombustíveis

A possibilidade de ampliar o uso de biocombustíveis também diferencia a nova geração de locomotivas. Os equipamentos já estão aptos a operar com uma proporção de biodiesel superior à exigida pela legislação em 2026. O uso de etanol, por sua vez, ainda depende dos testes conduzidos pelas empresas (Vale e Wabtec), previstos para continuar até o início de 2028.

A renovação da frota integra o plano da Vale para reduzir em 33% as emissões de carbono até 2030 e alcançar emissões líquidas zero até 2050.

Série Evolution amplia capacidade de tração

Além da redução no consumo de combustível, as novas locomotivas oferecem ganhos operacionais. Segundo a fabricante, a série Evolution aumenta em mais de 50% a capacidade de tração, força necessária para movimentar o trem.

Nova locomotiva da EFVM
Crédito: Bruno Gonzaga/Wabtec

Na Vitória a Minas, o modelo EVOBBW terá oito eixos, configuração adaptada às características da bitola métrica da ferrovia. Os modelos em operação na Estrada de Ferro Carajás utilizam seis eixos.

As novas locomotivas também contam com cabines mais amplas e sistemas de bordo posicionados para facilitar o acesso durante os trabalhos de manutenção.

Sobre o autor

Guilherme Ferreira

Estagiário(a) • Escreveu sob supervisão da edição