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Fiat Toro 2027 chega híbrida e mais segura

Picape ganha sistema híbrido leve e conjunto Adas básico em todas as versões
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Fiat Toro 2027 chega híbrida e mais segura
Foto: Divulgação Stellantis Fiat / Pedro Brito

Lançada em 2016, a Fiat Toro logo alcançou a liderança entre as picapes intermediárias e jamais desceu do alto do pódio deste segmento. Na verdade, ela só não vende mais que a compacta Fiat Strada.

Em 10 anos de mercado, a Toro foi equipada com cinco motores, três câmbios e dois sistemas de tração diferentes.
Ela recebeu duas reestilizações leves e uma profunda, a última, na linha 2026. Nesta, traços verticais deixaram seu design mais retangular, robusto e equilibrado.

Com alterações baseadas no design do Fiat Grande Panda europeu, linhas verticais mudaram muito o visual da picape intermediária.

Agora, na linha 2027, a Fiat Toro recebeu o mesmo sistema híbrido leve MHEV de 48V que estreou no Jeep Renegade.
Ele desonera o motor 1.3 turboflex de 176 cv, acoplado ao câmbio automático de seis marchas, mas não traciona as rodas, ou seja, não desloca a Toro eletricamente.

O motor elétrico que auxilia o motor à combustão tem 11,4 kw, o equivalente à 15,5 cv, e 65 Nm de torque.
A bateria é do tipo íon-lítio de 48V, tem 0,85 kwh e 19,5 AH. Este motor elétrico fica alojado no lugar do alternador e a bateria está posicionada sob o assoalho da picape.

Segundo engenheiros da Stellantis, apesar dos equipamentos serem iguais aos do Renegade, o acerto deste conjunto híbrido é específico para o peso e as características de uso da Toro.

Ele funciona tracionando a correia de serviço do tipo poli-v que tem características próprias para suportar a força extra empregada.
No momento de saída da inércia, seu torque desonera o motor térmico ao tracionar todo o conjunto de periféricos, assim como a polia do virabrequim.

Em acelerações fortes, o auxílio é sentido no menor atraso da turbina, pois a rotação do motor à combustão sobe mais rápido quando desonerado e, assim, pressiona a turbina mais cedo.

Motor da Fiat Toro 2027
Foto: Divulgação Stellantis Fiat / Pedro Brito

Este motor também funciona como gerador de energia. Nas desacelerações, em freio motor, a unidade elétrica passa recarregar as duas baterias, esta de 48V e a de 12V, de chumbo ácido.

O sistema MHEV também melhora o recurso stop/start. Como o motor elétrico é muito mais forte que o motor de arranque convencional, a programação eletrônica consegue adiantar a desativação do motor térmico e reativá-lo mais rápido, tornando o seu uso mais confortável.

Economia

Segundo a Fiat, na Toro houve um ganho de 12% na economia de combustível e 11% de redução nas emissões de gás carbônico com a adoção do MHEV 48V. O consumo chega a 10,5 km/l (gasolina) no ciclo urbano e a 10,7 km/l (gasolina) na estrada.
Uma vantagem da homologação híbrida é que a Toro passa a pagar IPVA diferenciado em alguns Estados e não é obrigada a cumprir o rodízio de placas no município de São Paulo (SP).

A linha 2027 da Toro mantém as mesmas versões sendo que Endurance e Freedom não receberam o sistema MHEV.
Volcano e Ultra viraram híbridas leves. Volcano e a Ranch equipadas com o motor 2.2 turbodiesel continuam utilizando o câmbio automático de nove marchas e a tração 4×4.

Segurança

Agora, todas as versões passam a contar com o pacote básico de Adas como item de série, que conta com frenagem automática de emergência e aviso e correção de saída de faixa.

As versões Ultra e Ranch foram equipadas, além dos equipamentos citados anteriormente, com aviso de presença nos pontos cegos e detecção de tráfego cruzado na traseira. Na Volcano eles estão disponíveis como opcionais.

Novo detalhe, visual e funcional, também equipa todas as versões. As luzes de setas dianteiras passam a funcionar de forma sequencial, do centro para o lado de fora do DRL.

A versão Volcano agora vem equipada com a tela do multimídia de 10,1 polegadas, posicionada na vertical, modelo que só estava disponível para as versões Ultra e Ranch.

Novos acessórios da marca Mopar foram lançados para a Toro. O principal foi o novo engate para rebocar carretinhas de motos e jet skis, por exemplo, que é capaz de tracionar até 750 kg.

Maior ganho é na redução do tempo de resposta do conjunto ao curso do acelerador

Durante o lançamento, que ocorreu em Vitória (ES), fizemos um breve teste na região portuária da cidade.
Em circuito extremamente urbano, não foi possível uma avaliação mais profunda das alterações propiciadas pelo sistema MHEV quando aplicado à Fiat Toro.

Aparentemente, o maior ganho é a redução do tempo de resposta de todo o conjunto mecânico ao curso do acelerador.
Em saída de semáforos, a turbina enche mais rápido, com menos atraso, e melhora o deslocamento a partir da inércia, transmitindo uma sensação de que a Toro está mais leve.

Fora essa diferença, a Fiat Toro 2027 é, dinamicamente e visualmente, a mesma picape da linha 2026, ano em que o modelo mais evoluiu esteticamente.

Freio de estacionamento eletrônico acionado por tecla posicionada no console central e discos de freio no eixo traseiro foram mudanças tecnológicas incorporadas a Toro, também em 2026.

Com o recebimento destas tecnologias, algumas contemplando toda a linha 2027, as versões da Toro tiveram alguns reajustes de preço.

Versões e Preços – Fiat Toro 2027:

• Toro Endurance Turbo Flex – R$ 167,49 mil
• Toro Freedom Turbo Flex – R$ 177,49 mil
• Toro Volcano Turbo Flex MHEV – R$ 197,49 mil
• Toro Ultra Turbo Flex MHEV – R$ 206,49 mil
• Toro Volcano Diesel – R$ 220,49 mil
• Toro Ranch Diesel – R$ 238,49 mil

Rota de Picapes

Nos dois dias que antecederam o lançamento da Fiat Toro 2027, participamos da Rota de Picapes, um comboio na região serrana do Estado do Espírito Santo.

Dentro do Parque Estadual da Pedra Azul, passamos pela Rota do Lagarto conhecendo diversos pontos turísticos.
A Pedra Azul merece ser vista dos mais diversos ângulos, obrigando a deslocamentos longos, de tão grande e imponente que é essa formação rochosa.

Nela, diversas cores se revelam, além do azul. Outra atração é a Casa Nostra, museu sobre a imigração italiana naquela região.
Neste roteiro, avaliamos as picapes Fiat Strada e Titano, tanto no asfalto, como no fora de estrada. Com a Strada, passamos por vias acidentadas de terra.

A compacta, na versão Ranch, equipada com pneus de uso misto, mostrou mais aderência que o esperado para uma 4×2.
Equipada com o conjunto T200, motor 1.0 turbo e câmbio do tipo CVT, a Strada tem muito torque em baixa rotação, suficiente para um ótimo desempenho, principalmente quando as sete relações programadas são cambiadas pelos paddle-shifters, pois seu acerto é permissivo.

Já a avaliação da Fiat Titano ocorreu em circuito off-road extremo. Em subida de 45º, ela teve potência e tração para parar no meio do caminho e continuar sem dificuldade.

Na descida, a eletrônica manteve o controle do deslocamento, sem susto. Sob torção, ela surpreendeu.

Diversos outros exercícios puseram a picape média em situações em que até duas rodas ficavam no ar.

O uso dos bloqueios dos diferenciais foram suficientes para a Titano transpor todos os obstáculos. Essas capacidades já eram conhecidas deste o seu lançamento.

Mas, quando a Titano recebeu o novo motor turbodiesel 2.2, a engenharia da Stellantis reajustou todo o seu sistema de suspensões.
Se antes ela oscilava na vertical em frequência muito alta, agora seu conforto de marcha está semelhante aos das picapes mais modernas. (O colaborador viajou a convite do Grupo Stellantis).

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