Um dia após desistir, Cleitinho volta atrás e diz que quer disputar o governo de Minas

Senador do Republicanos diz que mudou de decisão após apoio da família durante o luto e pede ao partido a vaga para concorrer ao Palácio Tiradentes
Atualizado em 4 de agosto de 2026 • 11:36
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Um dia após desistir, Cleitinho volta atrás e diz que quer disputar o governo de Minas
Cleitinho Azevedo | Foto: Ton Molina/Agência Senado

Um dia após anunciar que não disputaria o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) voltou atrás e declarou, durante convenção do partido nesta terça-feira (4), que pretende, sim, concorrer ao Palácio Tiradentes. Ele atribuiu a decisão anunciada no dia anterior a um momento de vulnerabilidade provocado pela morte do irmão Matheus Azevedo, em julho.

“Tenho que falar uma coisa para vocês, com toda a humildade: é o Espírito Santo que está me pedindo para falar isso. Venho passando por um momento de luto há 15 dias e, quando fui decidir essa situação, de domingo para segunda, tive um momento de vulnerabilidade. Não estava bem e fiz esse vídeo com o Márcio Pereira [presidente do partido]”, disse.

Segundo o senador, a família foi decisiva para que ele mantivesse a intenção de disputar o governo. “Eu quero ser candidato a governador e eu peço, aqui, ao presidente, que me dê essa vaga. Eu não vou decepcionar o partido, senhor presidente”, diz Cleitinho.

O Diário do Comércio procurou o Republicanos para comentar a declaração do senador e aguarda posicionamento.

Histórico de indefinição

Na segunda-feira (3), Cleitinho anunciou que não disputaria o governo de Minas em razão da morte do irmão. A decisão foi comunicada após reunião com lideranças do Republicanos, em Brasília. Ao fim do encontro, o presidente nacional do Republicanos, deputado federal por São Paulo Marcos Pereira, divulgou um vídeo nas redes sociais do partido afirmando que respeitava a decisão pessoal de Cleitinho e se solidarizava com o momento de luto vivido pelo senador.

Na ocasião, o senador pediu perdão aos eleitores mineiros e, com a voz embargada pela emoção, afirmou: “Não adianta querer cuidar de vocês se não estou conseguindo cuidar nem de mim nem da minha família”. Cleitinho disse que não tinha condições de entrar em uma campanha naquele momento.

Assista:

Marcos Pereira afirmou que a decisão havia sido comunicada aos partidos que negociavam uma aliança com o Republicanos, entre eles PL, PP e União Brasil. Segundo ele, a legenda aguardou o tempo necessário pela definição do senador e ofereceu todas as condições para que ele disputasse o governo de Minas.

Ao lado dos dois, o presidente estadual do Republicanos, Euclydes Pettersen, também manifestou solidariedade e relembrou a própria experiência de luto pela morte do pai. As lideranças afirmaram que Cleitinho seguiria sua missão no Senado, onde ainda tem quatro anos de mandato pela frente.

“Você, mineiro, que é de fé e que assiste a gente, sabe que, para cuidar do povo, é preciso cuidar da própria casa. E o Cleitinho está precisando cuidar dele, da mãe que perdeu o esposo e o filho”, afirmou Marcos Pereira.

Cleitinho afirmou que foi de “coração aberto” para a reunião, mas que, “pelas circunstâncias da vida”, não disputaria as eleições naquele momento. “Quero pedir perdão por não estar bem nesse momento”, concluiu.

(Com Ana Karenina Berutti)

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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