Mercado Novo atinge 95% de ocupação e amplia investimentos em revitalização
O Mercado Novo, localizado na região Central de Belo Horizonte, tem registrado aumento no fluxo de visitantes e na consolidação do modelo de negócios. O empreendimento opera, atualmente, com uma taxa de ocupação de 95%, abrigando por volta de 350 estabelecimentos comerciais. Além disso, o espaço tem registrado recordes de visitação. Em julho, o fluxo chegou a 480 mil pessoas. Para atender cada vez melhor, tanto os lojistas quanto os visitantes, somente este ano, serão aportados R$ 300 mil em intervenções de revitalização.
De acordo com o curador e síndico do Mercado Novo, Luiz Felipe de Castro, a diversificação das atividades presentes é um dos principais fatores que sustentam a crescente visitação e também a busca de empreendedores pelo espaço.
“O prédio por si só já é muito grande. Ele tem 1,2 mil unidades autônomas onde 350 estabelecimentos atuam. A gente trabalha a diversidade no espaço e, isso, faz com que haja uma oferta bastante distinta que chama atenção e faz com que as pessoas, aos poucos, nos descubram e, assim, o nosso fluxo de visitação segue em crescimento”, diz.
A estrutura e o perfil de consumo do Mercado Novo são bastante distintos, com a distribuição das atividades acontecendo por pavimentos. O térreo, conforme Castro, concentra os feirantes, serviços e almoço. Já no primeiro piso está instalado o polo de serviços que reúne gráficas, lojas de ferramentas e emissão de notas fiscais. O segundo e o terceiro pisos abrigam espaços dedicados à gastronomia, moda e arte.
O perfil do público que visita o Mercado Novo varia conforme o horário e o setor. Durante o dia, o espaço é frequentado por trabalhadores locais para almoço no térreo, além de idosos e turistas. À noite, o fluxo é composto por um público jovem voltado para a gastronomia e os bares. O local também tem atraído eventos corporativos e de divulgação de marcas.
Com uma taxa elevada de ocupação, 95%, hoje, a entrada de novos negócios de setores tradicionais do empreendimento está suspensa, mas, o espaço segue aberto para inovações.
“Existe uma superoferta de lojas de alguns setores como moda, gastronomia e bebidas, assim, não há mais espaço, no momento, para receber novos interessados. Mas, para negócios fora da caixa, ainda é possível”, explica Castro.
Diante desse cenário e com a procura em alta, o Mercado Novo tem sido utilizado para ações de brand experience em parceria com marcas. Um exemplo foi a parceria de 40 dias realizada com a marca Pirata, da Vilma Alimentos. Segundo Castro, durante o período da Copa do Mundo, houve a transmissão de jogos e concursos gastronômicos. Novos projetos estão sendo planejados para a Semana da Criança, férias de dezembro, Natal e Carnaval.
“As marcas têm nos procurado para fazer investimentos em colaboração, já que a gente tem um prédio que é muito único e tem uma visibilidade muito grande”, destaca o curador.








Investimentos em infraestrutura
Com o público crescente, ao longo deste ano, serão realizadas reformas estruturais e a expectativa é aportar aproximadamente R$ 300 mil. O cronograma de intervenções inclui a reforma das rampas de acesso de pedestres, que será realizada agora em agosto, além de melhorias nos banheiros e em outras partes estruturais até o final do ano.
Recentemente, foi concluída a requalificação das entradas do condomínio, com nova pintura, iluminação e troca de placas de sinalização. O financiamento dessas obras conta com o apoio de marcas parceiras devido às limitações orçamentárias do condomínio.
“Como o Mercado Novo é um condomínio muito grande, a gente esbarra ainda na questão financeira e algumas marcas têm nos ajudado a fazer essas reformas. Isso tem sido muito bom, tanto para as marcas quanto para o espaço”, diz Castro.
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