Agronegócio

Alta de 84% da batata contrasta com queda de preços de frutas e hortaliças na Ceasa Minas

Clima favorável e aumento da oferta puxaram a queda, enquanto a batata e o tomate registraram alta expressiva devido à entressafra
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Alta de 84% da batata contrasta com queda de preços de frutas e hortaliças na Ceasa Minas
Encerramento da safra elevou o custo da batata em maio | Foto: Divulgação Mccain

O clima mais favorável para a produção de frutas e hortaliças ao longo de maio fez com que os preços ficassem mais acessíveis na Central de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa Minas) – Belo Horizonte. Dos 10 itens pesquisados entre as frutas e hortaliças mais consumidas, oito tiveram quedas nos preços, com retração que chegou a até 27,98%. Entre os destaques estão a alface, cebola e banana. Por outro lado, o encerramento da safra e uma oferta menor alavancaram o preço da batata, que subiu 84,44%.

Os dados são da 6ª edição do Boletim Hortigranjeiro, do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort) e elaborado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Conforme a gerente de Produtos Hortigranjeiros da Conab, Flávia Starling, entre as hortaliças pesquisadas, a alta mais expressiva ficou com a batata. Além da valorização de 84,4% vista na Ceasa Minas, com o quilo chegando a R$ 4,31, a alta foi verificada no preço médio em todas as Ceasas analisadas. Conforme a Conab, o tubérculo fechou o mês com aumento de 57,95% na média ponderada dos preços praticados no País. Ao longo da primeira quinzena de junho, em Belo Horizonte, os preços registraram recuo de 4%, porém, permaneceram em patamares elevados.

“O fim da safra das águas e o início ainda incipiente da safra de inverno reduziram a oferta. Maior produtor do País, Minas Gerais registrou a maior elevação (84,44%). A alta impactou o IPCA, sendo um dos alimentos que mais pesaram na inflação do mês”.

Alta também foi verificada no preço do tomate, de 11,10%, com o quilo negociado, em média, a R$ 5,15. Segundo Flávia, a oferta do fruto ficou menor no período, contribuindo para a elevação também em nível nacional, de 19,85%. “O tomate apresentou incremento de preços, A queda na oferta é resultado da menor oferta em função do clima frio, que retarda bastante a maturação do fruto”.

No caso da cebola, o incremento no valor do quilo foi de 18,12%, elevando para R$ 4,08. “A cebola está passando por um período de entressafra, houve redução da oferta e nova valorização, porém menor que a dos últimos meses”, explicou Flávia.

As demais hortaliças tiveram redução dos valores ao longo de maio. A maior retração de valor foi verificada na cotação da alface, com o quilo a R$ 9,63, o que representa uma queda de 27,98%. A oferta ficou 17% menor no período. “No caso da alface, apesar da queda da oferta, houve desvalorização nos preços devido à retração do consumo, o que é comum no período mais frio”.

O quilo da cenoura foi negociado, em média, a R$ 4,15, valor 1,5% menor que o registrado um mês antes. No período, a oferta cresceu 7%, com a disponibilização de 3,6 mil toneladas.

Frutas ficam mais baratas na Ceasa Minas

Ao longo de maio, das cinco frutas pesquisadas pela Conab, apenas o mamão registrou alta nos preços na Ceasa Minas. A gerente de Produtos Hortigranjeiros da Conab, Flávia Starling, explica que o mês foi de maior oferta das variedades, o que favoreceu a queda de preços na maior parte das frutas. No período, o quilo do mamão chegou a R$ 4,55, uma valorização de 10,98%.

No sentido contrário, a maior queda de preços aconteceu na cotação da banana, 8,22%, com o quilo avaliado em R$ 3,12. “Foi observado aumento da oferta de banana na Ceasa Minas, principalmente, da variedade nanica”.

A laranja também ficou mais acessível para o consumidor, com o preço caindo 5,37% e o quilo sendo negociado a R$ 2,18. Queda também no preço médio da melancia, 4%, assim, o quilo chegou a R$ 2,93.

A maçã apresentou retração de 3,83% no valor, sendo o quilo negociado, em média, a R$ 5,87. “Houve um incremento significativo na oferta com a finalização da colheita da variedade Fuji. Devido ao frio, houve também queda no consumo”.

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