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Abinee prevê avanço de 7% nas vendas até o fim do ano

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

O aumento do número de vendas de produtos eletroeletrônicos em todo o Brasil está deixando os empresários deste setor otimistas. A avaliação é de Alexandre Freitas, presidente do Sindicato da Indústria de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Estado de Minas Gerais (Sinaees) e diretor da Associação Brasileira das Indústrias Nacionais de Eletroeletrônicos (Abinee), em Minas Gerais.

Amparado em pesquisa elaborada pela Abinee, no último mês de maio, Freitas informou que o setor que teve queda entre março e maio do ano passado em função da pandemia; em outubro, já havia recuperado os parâmetros de venda do setor anterior ao início da pandemia.  

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“Entre os meses de janeiro e maio deste ano já foi observado um crescimento de pelo menos 2,5%. “Acredito que possamos chegar a, pelo menos, 7% até o final de 2021.  O cenário nacional está sendo refletido no Estado”, avaliou.

O otimismo de Freitas é compartilhado por 81% dos entrevistados que acreditam na expansão desse segmento em relação a 2020. A pesquisa não revela quantas empresas foram entrevistadas. Mas para o empresário, os números refletem a confiança do setor no crescimento do segmento. “Este estudo revelou que nos primeiros cinco meses de 2021,  16% dos entrevistados esperam estabilidade e apenas 3% estão prevendo queda”, informou.

Mais vendas – O estudo também mostrou que 77% dos entrevistados citaram aumento nas vendas e nas encomendas em comparação aos meses de abril e maio de 2020. Entre aqueles que atestaram recuo nas vendas o  número permaneceu em 11%.

“Mas é bom lembrar que a comparação entre abril e maio de 2020, pode ser considerada uma base fraca porque neste período o setor registrou os piores resultados em função da pandemia”, ressaltou.

Quando são comparados os  resultados obtidos em maio com os de abril de 2021, o número de empresários que tiveram aumento nas vendas e encomendas cresceu de 36% (registrados em abril de 2021) para 45% (contabilizados em maio deste ano).  O estudo feito pela Abinee também revela que o número de  indústrias que registraram queda nas vendas, neste mesmo período,  caiu de 34% para 25%.

Empregos – A expectativa de crescimento do setor vem calcada em outra boa notícia. O estudo feito pela Abinee revelou que pelo menos 23% das indústrias nacionais que compõem este segmento contrataram novos funcionários.

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em todo o País, este ano, já foram criados 954 novos postos, elevando o número de empregos no setor para 260,2 mil trabalhadores.

“Esse resultado é o saldo do nível de emprego do setor, ou seja, a diferença entre admissões e desligamentos. E foi o quarto acréscimo seguido, acumulando incremento de 12,1 mil vagas de trabalho em comparação com dezembro de 2020, quando  contávamos com  248,1 mil  trabalhadores”, informou Freitas.

Queda no dólar – A queda do dólar nos últimos dias está deixando os empresários deste segmento otimistas. De acordo com Alexandre Freitas, como pelo menos 87% dos insumos necessários para a produção de equipamentos como celulares, computadores, notebooks, eletrodomésticos, painéis elétricos, transformadores vem do exterior, a alta do dólar impacta no valor de tais produtos. “Se continuar assim, vamos pagar menos pelos insumos reduzindo nossos custos”, avaliou.

Falta de insumos ainda preocupa em MG

Apesar das expectativas otimistas, o problema da falta de insumos, iniciado já em março de 2020, com o início da pandemia, ainda preocupa o setor. “A oferta da chapa de aço, um dos insumos básicos para a produção dos equipamentos eletrônicos, é um exemplo de matéria-prima que está em falta”, informou o presidente do Sinaees, Alexandre Freitas. 

As dificuldades para a compra de insumos provoca outros dois problemas, ainda conforme Freitas: a alta dos preços e o atraso no cumprimento das entregas dos produtos fabricados, afetando inclusive o envio de cargas nas exportações. Pelo menos 48% das indústrias desse segmento que exportam relataram o problema, o que representa um aumento de 22 pontos percentuais acima do contabilizado em abril deste ano, de acordo com levantamento da Abinee.

O estudo ainda revelou aumento, pelo segundo mês consecutivo, do número de indústrias com dificuldades em adquirir componentes e matérias-primas em função da falta de matéria-prima no mercado. “Em março, eram 66% das empresas, em abril 69% e em maio este número atingiu 73% das empresas”, afirmou.

Atrasos – Entre as indústrias que necessitam de insumos para sua produção, o número de reclamações relativas ao atraso nas entregas cresceu de 43% para 62%. Pelo menos, 20% das empresas entrevistadas estão com estoque de componentes e matérias-primas abaixo do normal.

Ainda conforme este estudo, 50% dos entrevistados reclamaram da falta de componentes da Ásia. “Mas outras matérias-primas como papelão, materiais plásticos, cobre, alumínio entre outros também estão em falta”, informou.

Outro fator de preocupação para os empresários do setor é a possibilidade de uma crise hídrica. Freitas explica que a seca pode impactar no fornecimento de energia no Brasil, que além de gerar aumento de preços também poderia reduzir a produção.

“As atenções continuam voltadas para o controle da pandemia e com o ritmo de vacinação no país. Também é aguardado que o Congresso priorize as reformas tributária e administrativa para  garantir a redução do  chamado Custo Brasil”, afirmou.

Mubdala investe em chips

Cingapura – A fabricante de chips GlobalFoundries anunciou que vai gastar US$ 6 bilhões para expandir a capacidade de suas fábricas em Cingapura, Alemanha e Estados Unidos, em meio a uma escassez de chips que está prejudicando fabricantes de automóveis e empresas de eletrônicos em todo o mundo.

A empresa sediada nos Estados Unidos, de propriedade do Mubadala, fundo estatal de Abu Dhabi, disse que vai investir mais de US$ 4 bilhões em Cingapura e US$ 1 bilhão em cada um dos demais nos próximos dois anos. As operações em Cingapura contribuem com cerca de um terço de sua receita.

“Acho que nos próximos cinco a oito anos, estaremos perseguindo a oferta e não a demanda como uma indústria”, disse o presidente-executivo da GlobalFoundries, Thomas Caulfield, em uma coletiva de imprensa. Ele acrescentou que a empresa está priorizando os clientes automotivos.

A expansão de terça-feira se soma ao plano previamente anunciado da empresa de investir US$ 1,4 bilhão somente em 2021 para expandir sua capacidade de produção.

A escassez de chips, que começou para valer no final de dezembro, foi causada em parte por montadoras que calcularam mal a demanda por semicondutores na pandemia. O quadro foi agravado pelos fabricantes de eletrônicos, que elevaram pedidos de chips, já que as práticas de trabalho em casa alimentaram um aumento nas vendas de computadores e outros dispositivos.

O investimento de US$ 4 bilhões em Cingapura é o primeiro de um programa de expansão em fases planejado pela empresa para os próximos cinco a dez anos, disse o CEO. Ele não especificou um montante total.

A nova fábrica de Cingapura adicionará capacidade de 450.000 wafers por ano, elevando o total da planta para 1,5 milhão, e a empresa espera iniciar a produção no início de 2023. A maior parte da produção adicionada entrará em operação no final de 2023.

A fábrica fará chips para carros e tecnologia 5G, com contratos de longo prazo com clientes já em vigor. Isso vai adicionar cerca de 1.000 empregos em Cingapura. (Reuters)

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