Expectativa da CDL/BH é de que o setor encerre o ano com alta de 2% frente a 2018 - Crédito: Divulgação

O comércio de Minas Gerais foi impactado pela crise econômica e, por consequência, pelo desemprego elevado em 2019. Porém, a expectativa é de que o setor tenha um desempenho mais favorável em 2020, devido às ações anunciadas ao longo do ano pelos governos federal e estadual para estimular a economia, desburocratizar os processos e gerar mais empregos. A expectativa é de que essas medidas contribuam para um cenário econômico mais favorável e para a retomada do consumo.

O presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas), Aguinaldo Diniz Filho, destacou que o ano foi difícil para o comércio, mas as ações adotadas pelos governos federal e estadual tendem a gerar um cenário mais positivo em 2020. Entre as ações consideradas importantes estão a aprovação da reforma da Previdência, os programas de desburocratização e desoneração, a queda dos juros e o controle da inflação.

“O comércio é o setor que mais sofre e, também, o que mais gera empregos. É composto, em sua maioria, por pequenas e médias empresas. 2019 foi um ano dificílimo para todos e acreditamos que para 2020, com as medidas adotadas pelos governos federal e estadual, com a perspectiva de crescimento do PIB, da alta na demanda e de maior renda e consumo das famílias, entendemos que o comércio terá um período muito mais satisfatório que em 2019. Acreditamos fortemente nisso”.

Ainda segundo Diniz, é preciso destacar que a economia é volátil e está estagnada há muito tempo, por isso, ainda será preciso esforço. “Vamos fazer força e cremos que estamos no caminho correto. As reformas, tanto estadual como federal, estão andando e a consolidação destas ações dos governos trará um benefício muito grande para o mercado como um todo, tanto comércio, indústria, varejo, agropecuária. Isso é importante para que possamos gerar empregos e renda no País.”

Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, 2019 foi um ano desafiador para o comércio da Capital, que começou com uma expectativa muito boa, mas apresentou um ritmo de crescimento mais lento do que o esperado. A expectativa é de que o setor encerre o ano com alta de 2% frente a 2018, o que é considerado importante.

“É um crescimento suave, mas relevante. Tivemos de 4 a 5 anos de uma crise econômica muito grande e, em 2019, iniciamos a saída dela. A partir do terceiro trimestre, o cenário reagiu com aumento da geração de empregos, juros baixos e inflação controlada. A aprovação da reforma da Previdência foi um marco importante para atração de novos investimentos.”

Ainda conforme Souza e Silva, os consumidores também estão voltando às compras. A movimentação nas lojas está maior. “Durante a Black Friday e agora no Natal, percebemos que os consumidores estão visitando mais as lojas, perguntando os preços. Antes, eles iam às compras direcionados, em busca de um produto específico. É uma mudança muito importante”, explicou.

Para 2020, as expectativas são positivas e a tendência é de que o comércio, na capital mineira, cresça entre 4% e 5%, frente a 2019.

“Para 2020, o ambiente de negócios será muito melhor. Precisamos contar com a boa gestão dos governos federal, estadual e municipal. A aprovação da reforma tributária e administrativa do governo federal será importante. Em Minas Gerais, a evolução do processo de recuperação fiscal do Estado com a União precisa avançar e trará um alívio e um horizonte diferenciado para a economia estadual. Também estamos torcendo para que o governo consiga colocar o pagamento do funcionalismo público em dia e quite o 13º salário, melhorando a dignidade e permitindo o maior consumo. Por tudo isso, o quadro geral para 2020 é de expectativa positiva”, disse.