Obra de ampliação do pontilhão do Betânia segue com prazo indefinido
O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião, anunciou que o convênio para a ampliação do pontilhão do bairro Betânia, na região Oeste da Capital, seria assinado com o Governo de Minas na semana passada. A assinatura, porém, não aconteceu, e a obra, prevista desde 2014, segue sem data para sair do papel.
O anúncio foi feito durante o painel “Infraestrutura, Cidades e Desenvolvimento Regional”, na 7ª edição dos seminários do veículo O Tempo. Na ocasião, Damião afirmou que a gestão municipal repassaria R$ 65 milhões ao Estado para viabilizar a intervenção.
Procurada, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) informou, em nota ao Diário do Comércio, que a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura “já enviou a primeira minuta do convênio para análise do Estado”, e que, simultaneamente, estão em desenvolvimento os estudos e projetos.
A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade de Minas Gerais (Seinfra-MG) confirmou ter recebido, na última semana, o retorno da PBH sobre a ampliação. Segundo o órgão, a previsão é de que o projeto seja concluído até o fim deste ano.
Só a partir daí, a pasta destaca que será possível estabelecer o cronograma das obras, com a definição das etapas e dos prazos de execução. Na prática, mesmo no melhor cenário, a definição de quando a obra começa fica para 2027, treze anos depois de a ampliação ter sido prometida pela primeira vez.
Em nota, a Seinfra também comentou sobre a importância da concretização do pontilhão do Betânia. “A intervenção é considerada importante para a melhoria da mobilidade e da segurança viária na região, e os detalhes referentes à assinatura do convênio e ao início das obras serão divulgados oportunamente”, reforça.
Gargalo afeta anel rodoviário, que recebe 120 mil veículos por dia
Vale lembrar que a intervenção deverá ser executada pelo governo estadual, por envolver trechos da futura Linha 2 do metrô de Belo Horizonte. A integração entre as duas obras é o que torna o convênio entre as duas esferas indispensável, com a PBH financiando o projeto e a execução a cargo do Estado.
A expectativa é que a obra inclua o alargamento da passagem sob a linha férrea e a criação de duas novas áreas de escape nas proximidades, nos quilômetros 539 e 540, destinadas a conter veículos pesados desgovernados.
A obra é uma das principais demandas dos motoristas que trafegam pela região. O pontilhão fica às margens do Anel Rodoviário, por onde circulam cerca de 120 mil veículos por dia, fluxo que exige monitoramento das condições de tráfego e da segurança viária.
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