Mais de 60% dos lojistas de BH esperam vender mais na Black Friday
Com a chegada do fim do ano, mais de 60% dos empresários de Belo Horizonte que se preparam para a Black Friday esperam vender mais do que em 2025. A expectativa de crescimento leva metade dos estabelecimentos a planejar estoques maiores para a campanha, enquanto descontos e divulgação digital devem concentrar as estratégias comerciais. É o que revelam os dados da pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH).
O levantamento mostra que 62,8% dos empresários entrevistados pretendem participar da Black Friday deste ano. Entre eles, 60,6% projetam aumento nas vendas em relação à edição anterior. Para atrair consumidores, 90,2% dos comerciantes que vão participar da ação pretendem oferecer descontos e 75,2% vão investir na divulgação dos produtos.
A ampliação dos estoques foi citada por 50% dos lojistas que participarão da campanha. Outros 38,5% devem manter o volume de mercadorias do ano passado. A pesquisa foi realizada entre 16 de setembro e 7 de outubro, com 352 empresários da capital mineira. A margem de erro é de 5,2%, com nível de confiança de 95%. As porcentagens podem ultrapassar 100% porque o entrevistado pode escolher mais de uma resposta.
Para o presidente da CDL/BH, Marcelo de Souza e Silva, a expectativa de crescimento reflete a confiança dos empresários no potencial da campanha para movimentar o comércio.
“Os lojistas estão se preparando, investindo em estoques, ofertas e divulgação para atrair os consumidores. É uma oportunidade importante para fortalecer os negócios, conquistar novos clientes e estimular a economia da nossa cidade. A expectativa é que essa mobilização se traduza em bons resultados para o setor”, comenta.
Vestuário concentra expectativa de vendas
A previsão dos lojistas é de que o vestuário seja o principal segmento de vendas durante a Black Friday, com 46,2% das menções. Calçados aparecem na sequência, com 13,1%, seguidos por móveis e colchões, com 10%.
Apesar da expectativa de comercialização de produtos de maior valor, 55,2% dos estabelecimentos estimam que os consumidores gastarão até R$ 200 por item. O valor médio projetado é de R$ 516,78, diferença influenciada por segmentos como móveis, eletrônicos e viagens.
A previsão é de que cada consumidor compre, em média, três produtos. O parcelamento no cartão de crédito deve ser a principal modalidade de pagamento, citado por 57,5% dos entrevistados. O Pix aparece em segundo lugar, com 20,8%, enquanto o cartão de crédito à vista foi mencionado por 16,7%.
Entre os estabelecimentos que esperam receber pagamentos parcelados, a média prevista é de seis prestações.
Comércio combina lojas físicas e canais digitais
A presença no ambiente virtual já faz parte da operação de boa parte do comércio de Belo Horizonte. Segundo o levantamento, 64,8% dos empresários realizam vendas tanto em lojas físicas quanto pela internet.
Na divulgação da Black Friday, o Instagram deve ser utilizado por 92,8% dos estabelecimentos participantes, enquanto o WhatsApp aparece em 76% das respostas.
A venda online por sites ou aplicativos foi mencionada por 17,3% dos lojistas. Outros 6% pretendem comercializar produtos diretamente pelas redes sociais.
No conjunto dos negócios pesquisados, 98,9% mantêm presença no comércio físico, enquanto 65,9% atuam em canais online.
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