Casa dos Ventos aposta na demanda

18 de julho de 2018 às 0h00

São Paulo – A desenvolvedora de projetos de geração eólica Casa dos Ventos aposta na demanda de grandes empresas no Brasil por energia limpa para viabilizar seus próximos empreendimentos. A empresa, que recentemente vendeu um parque já em operação para uma joint venture entre a Votorantim e a canadense CPPIB, avalia que a forte redução no preço de venda da produção de usinas eólicas nos últimos anos tornou a fonte atrativa para investidores que querem assegurar energia competitiva e ao mesmo tempo mostrar preocupação com a sustentabilidade. De olho nesse potencial, a Casa dos Ventos agendou para 10 de agosto um leilão que buscará negociar a produção futura de um grupo de projetos que a empresa pretende construir nos próximos anos, em contratos de até uma década de duração. O público-alvo da licitação são empresas e indústrias que atuam no chamado mercado livre de eletricidade, em que consumidores de grande porte podem negociar os próprios contratos de suprimento de energia com geradores ou comercializadoras. “Grandes grupos industriais de siderurgia, mineração, que têm energia como despesa relevante, estão nessa linha de frente de querer otimizar o custo da energia. E além da economia com custo, eles têm a finalidade de associar a marca deles à sustentabilidade. Ter a energia suprida por fontes renováveis é algo que elas enxergam como tendo um valor”, disse o diretor de Novos Negócios da Casa dos Ventos, Lucas Araripe. Os contratos oferecidos aos compradores no leilão da empresa partirão de uma duração mínima de dois anos e meio, com início em julho de 2020, até um máximo de 10 anos, com início em janeiro de 2021 ou janeiro de 2023. Segundo Araripe, o volume em projetos a ser efetivamente construído pela Casa dos Ventos para atender os compradores dependerá do resultado da licitação. A expectativa da empresa é que a negociação direta com os consumidores e o prazo razoavelmente curto para a entrega da energia vendida em seu leilão permitam a negociação com valores mais atraentes que os vistos nos últimos leilões oficiais realizados pelo governo para novos projetos de geração.

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