Economia

Aneel aprova reajuste na tarifa da Cemig: impacto médio será um aumento de 6,5% para o consumidor

Custos de transmissão e compra de energia são os principais fatores para justificar as novas tarifas, que entrem em vigor no mês de junho
Aneel aprova reajuste na tarifa da Cemig: impacto médio será um aumento de 6,5% para o consumidor
Foto: Adobe Stock

O reajuste tarifário anual da Cemig foi autorizado pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta terça-feira (26). Os índices aprovados foram de 5,21% para consumidores de baixa tensão e 9,4% para os de alta tensão, gerando um impacto médio de 6,5% para os usuários da empresa. As novas tarifas serão aplicadas nas contas de junho e o consumidor pagará já na fatura de julho.

Para os municípios abrangidos pela área da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), serão destinados cerca de R$ 73 milhões, de modo que o efeito médio para o consumidor de baixa tensão dessas localidades fique em 4,51%, ante os 5,21% sinalizados na deliberação. A redução se dará por meio da aplicação posterior de um fator redutor.

Motivos do aumento

O reajuste tarifário foi impactado pelos custos com transmissão e aquisição de energia, além do pagamento dos componentes financeiros referentes ao ciclo tarifário vigente e ao anterior.

O efeito médio da alta tensão refere-se às classes A2 (acima de 88kV e abaixo de 138kV), A3 (acima de 69kV), A3a (acima de 30kV a 44kV) e A4 (acima de 2,3kV e abaixo de 25kV). Para a baixa tensão, a média engloba as classes B1 (Residencial e subclasse residencial baixa renda), B2 (Rural, com subclasses como agropecuária, cooperativa de eletrificação rural, indústria rural e serviço público de irrigação rural), B3 (Industrial, comercial, serviços e outras atividades, poder público, serviço público e consumo próprio) e B4 (Iluminação pública).

Leia também: Cemig estuda medidas para reduzir tarifas de energia em meio a reajuste anual da Aneel

Fiemg questiona reajuste

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) manifestou preocupação com o reajuste aprovado pela Aneel para os consumidores atendidos pela Cemig, com efeito médio de 6,5%.

Na avaliação da entidade, o impacto é ainda mais preocupante para o setor industrial, diante do aumento de 9,43% nas tarifas de alta tensão, categoria que concentra a maior parte das unidades fabris instaladas em Minas Gerais.

“Para se ter dimensão do impacto, o reajuste de 9,43% aplicado à alta tensão é mais que o dobro da inflação acumulada no período, que foi de 4,39%. O reajuste médio geral de 6,5% também supera a inflação, sendo cerca de uma vez e meia maior que o índice de preços registrado no mesmo intervalo”, afirma Sérgio Pataca, coordenador da Gerência de Energia da Fiemg.

A Federação destaca que a energia elétrica é um dos principais insumos da indústria e que aumentos dessa magnitude pressionam diretamente os custos de produção, comprometem a competitividade das empresas mineiras e geram impactos em toda a cadeia econômica.

“Quando a energia da indústria fica mais cara, o impacto não se restringe à conta de luz. Esse aumento é incorporado ao custo de produção e acaba chegando ao preço dos produtos consumidos pela população, pressionando a inflação. No fim, toda a sociedade sente os efeitos de uma energia elétrica mais cara”, completa Pataca.

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