Os empresários industriais estão mais otimistas diante do cenário econômico - Crédito: DAVID ALVES

Os empresários industriais de Minas Gerais estão mais confiantes em relação ao cenário econômico. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), em dezembro, apresentou a segunda alta consecutiva, saindo de 62,6 pontos em novembro, para 64,6 pontos em dezembro. O índice ficou 0,9 ponto acima do apurado em dezembro de 2018 e alcançou o maior valor desde junho de 2010 (65,7 pontos). A queda da taxa de juros aliada à inflação controlada e a aprovação da reforma da Previdência estão entre os fatores que contribuíram para o aumento do otimismo do empresário. Os dados foram divulgados ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

De acordo com a analista de Estudos Econômicos da Fiemg, Daniela Muniz, o resultado aponta empresários confiantes pelo 15º mês consecutivo, com indicador acima de 50 pontos – fronteira entre confiança e falta de confiança.

O Icei nacional também aumentou pela segunda vez sucessiva, com elevação de 1,8 ponto na passagem de novembro (62,5 pontos) para dezembro (64,3 pontos).

“É um resultado bem positivo e mostra que o empresário de Minas Gerais está mais otimista. Isso é importante para que ocorra o aumento da produção e a retomada dos investimentos. Ações que são importantes para a geração de mais empregos e renda e que estimulam o consumo e a economia”, disse Daniela.

O resultado positivo, segundo a Fiemg, deve-se à melhora do ambiente macroeconômico, o que foi importante para elevar a confiança do empresário industrial. Dentre os fatores que estão tornando o ambiente de negócios mais favorável estão à aprovação da reforma da Previdência, a queda da taxa básica de juros, a recuperação gradual do mercado de trabalho, a inflação sob controle e o avanço do crédito.

Componentes – Daniela explica que o Icei resulta da ponderação dos índices de condições atuais e de expectativas dos empresários industriais, que variam de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos indicam percepção de situação atual melhor e expectativa positiva para os próximos seis meses, respectivamente.

O componente de condições atuais avançou 2,8 pontos entre novembro (56,5 pontos) e dezembro (59,3 pontos), o sexto mês consecutivo de alta. O indicador mostrou empresários mais satisfeitos com a situação atual das economias brasileira e mineira e de suas empresas. O resultado das condições atuais foi 8,3 pontos superior ao de dezembro de 2018 (51,0 pontos) e o melhor desde junho de 2010 (59,4 pontos).

Alta também foi verificada no componente de expectativas para os próximos seis meses, que cresceu 1,5 ponto em dezembro (67,2 pontos), frente a novembro (65,7 pontos), revelando maior otimismo dos empresários quanto às economias do País e do Estado e com relação a suas indústrias.

Com o resultado de dezembro, o índice alcançou o nível mais elevado desde junho de 2010 (68,9 pontos), com exceção apenas do período de novembro de 2018 a fevereiro de 2019.

“Vale destacar que, de novembro de 2018 a fevereiro de 2019, os resultados foram inflados pelas expectativas dos empresários após as eleições”, disse Daniela.

A pesquisa Índice de Confiança do Empresário Industrial foi feita em 82 grandes empresas, 77 médias e 73 pequenas entre os dias 2 e 11 de dezembro de 2019.

Produção de aço bruto cai 8,8% de janeiro a novembro

A produção brasileira de aço bruto foi de 29,8 milhões de toneladas no acumulado de janeiro a novembro de 2019, o que representa uma queda de 8,8% frente ao mesmo período do ano anterior. A produção de laminados, no mesmo período, foi de 20,8 milhões de toneladas, queda de 5,7% em relação ao registrado no mesmo acumulado de 2018. A produção de semiacabados para vendas totalizou 8,0 milhões de toneladas de janeiro a novembro de 2019, uma retração de 11,7% na mesma base de comparação.

As vendas internas foram de 17,1 milhões de toneladas de janeiro a novembro de 2019, o que representa uma retração de 2,1% quando comparada com o apurado em igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 19,1 milhões de toneladas no acumulado até novembro de 2019. Este resultado representa uma queda de 2,5% frente ao registrado no mesmo período de 2018.

As importações alcançaram 2,2 milhões de toneladas no acumulado do ano, uma retração de 0,8% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 2,3 bilhões e recuaram 5,4% no mesmo período de comparação.

As exportações atingiram 11,8 milhões de toneladas, ou US$ 6,8 bilhões, de janeiro a novembro de 2019. Esses valores representam, respectivamente, retração de 6,7% e 16,2% na comparação com o mesmo intervalo de 2018.

Em agosto do ano passado, houve alteração na metodologia de apuração dos dados de exportação divulgados pelo MDIC, o que trouxe inconsistências nos números do segundo semestre do ano. Desta forma, as variações das exportações do acumulado de janeiro a novembro de 2019, quando comparadas com o mesmo período de 2018, devem ser analisadas com atenção.

Mês – Em novembro de 2019, a produção brasileira de aço bruto foi de 2,6 milhões de toneladas, uma redução de 10,5% frente ao apurado no mesmo mês de 2018. Já a produção de laminados foi de 1,7 milhão de toneladas, 17,3% inferior à registrada em novembro de 2018. A produção de semiacabados para vendas foi de 799 mil toneladas, um incremento de 3,4%.

O consumo aparente de produtos siderúrgicos foi de 1,7 milhão de toneladas, 2,1% inferior.

As importações de novembro de 2019 foram de 128 mil toneladas e US$ 156 milhões, uma queda de 25,6% em quantum e 23,5% em valor na comparação com o registrado em novembro de 2018. As exportações foram de 1,1 milhão toneladas, ou US$ 544 milhões, o que resultou em queda de 17,0% e 35,5%, respectivamente, na comparação com o ocorrido no mesmo mês de 2018. (Com informações do Aço Brasil)