Congresso de meio ambiente em Poços de Caldas debate a extinção de espécies

Evento em Poços de Caldas foca na perda da biodiversidade e na importância estratégica das terras raras para o futuro do planeta
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Congresso de meio ambiente em Poços de Caldas debate a extinção de espécies
Foto: Divulgação//Bruno Alves

A 23ª edição do Congresso Nacional de Meio Ambiente de Poços de Caldas, com o tema “Extinção das Espécies: O Colapso Silencioso do Planeta”, propõe um olhar crítico sobre a acelerada perda da biodiversidade, resultado de ações antrópicas, mudanças climáticas, degradação dos ecossistemas e modelos insustentáveis de desenvolvimento.

O evento, no Sul de Minas, tem caráter técnico-científico e deve receber cerca de 500 participantes, entre os dias 23 e 25 deste mês.

De acordo com a empresária e realizadora do congresso, Gisele Corrêa Ferreira, a extinção de espécies, muitas vezes invisibilizada, representa um alerta silencioso para o comprometimento dos serviços ecossistêmicos essenciais à manutenção da vida e ao equilíbrio ambiental.

“Esse é um congresso técnico-científico, para profissionais e estudantes que lidam com questões ambientais e áreas afins. Escolhemos esse tema porque tem pouca gente falando sobre a extinção como algo que não se limita à perda da fauna e da flora, mas reflete desigualdades sociais, insegurança alimentar, crises sanitárias, eventos climáticos extremos e a fragilidade da própria sobrevivência humana. Recebemos trabalhos científicos ligados ao tema do congresso e a programação inclui minicursos, visitas técnicas e atividades sociais em uma escola na periferia da cidade, além de expositores, em uma feira ambiental”, explica Gisele Ferreira.

A programação aborda temas como o desaparecimento dos gigantes da fauna marítima como baleias e tubarões; a necessidade de uma educação e uma comunicação científica eficiente; conservação dos insetos; e desafios para conservação no planalto de Poços de Caldas, entre outras mesas.

O painel de encerramento “Por que o mundo inteiro disputa as terras raras” será dividido em dois momentos:

  • “Poços no centro do mundo: terras raras, transição energética e soberania mineral”, com o professor Carlos Ernesto Gonçalves Reynaud Schaefer, titular do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
  • “O dia seguinte: que planeta vamos deixar para as próximas gerações?” com o jornalista, escritor e ambientalista Fernando Gabeira e a jornalista Tania Malheiros, autora dos livros “Cobaias da radiação – a história não contada da marcha nuclear brasileira e de quem ela deixou para trás. A mediação será feita pelo escritor e analista de geopolítica Pedro Costa Júnior.

As terras raras tornaram-se um dos recursos mais estratégicos do século 21. Essenciais para a transição energética, a indústria de alta tecnologia, a produção de baterias, veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos médicos, sistemas de defesa e inteligência artificial, esses minerais passaram a ocupar posição central na disputa geopolítica global.

Muitas dúvidas, porém, ainda rondam a cabeça da maioria das pessoas: Por que eles são tão valiosos? Quem controla a produção? Quais são os desafios ambientais, sociais, econômicos e tecnológicos envolvidos em sua exploração? E qual o papel do Brasil — especialmente de Poços de Caldas, detentor de uma das mais importantes províncias minerais do mundo — nesse novo cenário internacional?

“O Congresso de Meio Ambiente sempre recebe muitos profissionais de empresas e órgãos públicos de todo o Brasil. E o que queremos é, com base em uma atuação técnica, acadêmica, profissional e cidadã, estimular a corresponsabilidade na busca por caminhos que fortaleçam a conservação da biodiversidade, a resiliência dos territórios e o engajamento social. Estamos em ano de eleição e o nosso papel é levar a informação científica para ajudar a todos a se engajarem na luta por uma sociedade mais responsável e consciente”, pontua a empresária.

As inscrições já foram encerradas, mas ainda existe uma chance de conseguir uma vaga nas atividades fazendo a inscrição no local, pouco antes da atividade, mediante a lotação dos espaços. Parte da programação será transmitida pela rede social www.instagram.com/cnmapocos.

Sobre o autor

Daniela Maciel

Repórter do Diário do Comércio desde 2011. Graduada em Jornalismo pelo UniBH e em História pela UFMG.

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