Construção Civil de Minas Gerais celebra novas regras do Minha Casa, Minha Vida
O mercado mineiro da construção civil reagiu de forma positiva às mudanças nas regras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), do governo federal, que entraram em vigor na quarta-feira (22), com ampliação das faixas de renda e elevação do valor máximo dos imóveis financiáveis.
A reformulação amplia o público elegível ao programa e cria uma nova faixa para famílias com renda mensal de até R$ 13 mil. Os tetos dos imóveis também foram reajustados, permitindo o financiamento de unidades de até R$ 600 mil.
A estimativa do governo é destinar cerca de R$ 31 bilhões para a expansão do programa habitacional. Com a reformulação, a projeção é beneficiar 87,5 mil famílias, com acesso a taxas de juros menores.
O governo estima um impacto de R$ 500 milhões em subsídios e a geração de R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional com as novas regras.
Para o presidente da Câmara da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Geraldo Linhares, a mudança “aumenta o universo de possíveis compradores por faixa, se encaixando em outra boa medida: a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Isso aumentou a capacidade de comprometimento”, disse.
O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG) afirmou, em nota, que “os aumentos nos valores máximos dos imóveis, nas faixas mais elevadas, ajudam a acompanhar o aumento nos custos da construção e oferecem novas oportunidades na aquisição do tipo ou tamanho do imóvel. Ou seja: permite o acesso a unidades maiores ou melhor localizadas”.
Demanda pode aquecer
Duas gigantes do setor em Minas Gerais, MRV e Direcional, adotaram o mesmo tom positivo das entidades do segmento. O diretor de crédito imobiliário da MRV, Edmil Adib Antonio, destacou que “as mudanças do MCMV destravam uma demanda reprimida e fortalecem toda a cadeia do setor, pois mais famílias passam a ter capacidade real de compra. Esse cenário tende a acelerar as vendas e aumenta a previsibilidade do segmento econômico”, afirma.
Já a superintendente comercial e de vendas da Direcional, Deborah Goulart, enfatizou a renovação da força do programa com a entrada da classe média entre os novos potenciais compradores.
“O Minha Casa, Minha Vida já vinha sendo o principal motor do mercado imobiliário, representando quase metade dos lançamentos e vendas no Brasil em 2025, e agora ganha novo impulso com essas alterações e a ampliação do programa. A criação da faixa 4, por exemplo, abriu uma nova frente de crescimento, trazendo a classe média para dentro do programa e ampliando o acesso ao crédito habitacional”, disse.
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