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Déficit do frete chega a 18,7% no País

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Crédito: REUTERS/Paulo Whitaker

A inflação de preços de produtos como o óleo diesel, custos de pneus, manutenção de veículos, mão de obra e tributos está fazendo com que os transportadores de cargas em todo o País estejam amargando um déficit médio  de 18,7% entre o valor real do frete e o que é pago pelas empresas contratantes. 

Em função disso, lideranças de entidades deste segmento de todos os estados participaram ontem do Conselho Nacional de Estudos em Transportes, Custos, Tarifas e Mercado/ NTC Intersindical  (Conet & Intersindical).  Eles decidiram duas coisas: pedir aos associados que repassem os custos reais do frete aos clientes e  pedir aos secretários de Fazenda de seus estados, a exemplo do que acontece em São Paulo, que deem pelo menos 25 dias de prazo para as empresas pagarem seus tributos. 

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A informação foi dada por Lauro Valdívia,  responsável pela pesquisa realizada pelo Departamento de Custos Operacionais e Pesquisas Técnicas e  Econômicas da NTC & Logística, entidade que mede o Índice Nacional de Custos de Transportes (INCT).

“O número de empresários com tributos em atraso em agosto deste ano, segundo nossa pesquisa, é de 36,3%. Em janeiro de 2021, era de  30,9%. Em São Paulo, o governo dá 25 dias para que os tributos sejam pagos. Na maioria dos estados, as empresas têm três dias para pagar, o que aumenta a inadimplência”, afirmou  o assessor técnico da NTC & Logística.

Lauro Valdívia explicou que o estudo realizado em julho deste ano com cerca de 500 empresários desse segmento em todo o País detectou a maior variação em 12 meses  do Índice  Nacional de Custos de Transportes (INCT) desde 2003, quando o indicador começou a ser calculado.

O pesquisador explicou que o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Fracionada (INCTF), que mede a inflação dos gastos  para os transportadores que distribuem produtos de várias empresas, entregando-os em várias cidades, alcançou no último mês de julho a variação de 22,32%, maior contabilizada em 12 meses,  desde 2003. 

“Já o Índice Nacional de Custos de Transporte de Carga Lotação (INCTL) cobrado dos transportadores que levam grande quantidade de cargas para uma só empresa, o chamado transporte lotação, atingiu no último mês de  julho índice de  24,98%, que também é a maior variação em 12 meses desde 2003”.

Maior impacto

A pesquisa mostrou que os custos que mais impactaram o setor, de julho de 2020 a julho de 2021, foram o aumento de 41,24% dos combustíveis, de 22,0% nos gastos com os veículos e 8% com o pagamento de mão de obra. 

E embora o valor do frete leve em conta custos operacionais e administrativos, a cobertura de riscos (responsabilidade civil),  gastos com o combate ao roubo de cargas e outros valores, a pesquisa mostrou que, em geral, pelo menos 41% dos entrevistados ainda não repassaram os aumentos dos fretes, amargando uma defasagem média entre os gastos que têm para fazer o serviço e o valor cobrado de 18,6%. 

Outro problema observado é que, em geral, os clientes levam 41,8 dias para pagar por um serviço.  Pelo menos 65% dos entrevistados reclamam do atraso no pagamento dos fretes. “Mas o combustível  e a maioria dos gastos têm que ser pagos à vista. Isso faz com que muitos empresários tenham que contrair empréstimos, e, com o aumento dos juros, se endividam”, afirmou Valdívia.

Repasse 

Em documento assinado ontem pelas lideranças, a  Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) recomendou a seus associados que, para a sobrevivência do segmento, é necessário que repassem a inflação e o aumento de custos aos clientes. 

Ainda de acordo com Lauro  Valdívia, como os juros dos financiamentos estão em alta, não é recomendável recorrer a empréstimos e financiamentos para manter os débitos em dia.

Apesar de a maioria dos empresários do segmento,  53%, acreditarem  ter melhorado a situação de suas empresas nos últimos seis meses, 17,5% dizem não ter melhorado e  29,5% afirmam estar pior agora do que em janeiro deste ano. 

Para Valdívia, o motivo desta discrepância é que o crescimento não foi generalizado, porque, para os setores que investem em e-commerce, apesar da alta dos custos, a demanda aumentou muito. Já para aqueles que atendiam setores como shoppings e outros tipos de comércio que ficaram fechados por mais tempo, a situação se tornou mais grave.

Mas o presidente da NTC & Logística, Francisco Pelúcio, disse que  apesar dos números estarem melhorando,  o que preocupa é a alta da inflação, que vem impulsionando a defasagem dos fretes.

“Esperamos que as reformas possam ser avaliadas com a atenção e a necessidade que precisamos, para de fato contribuir com uma melhora contínua desse segmento tão importante para o País, como outros da cadeia produtiva”, afirmou.

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