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Economia

Empresários da construção civil do Estado estão mais otimistas

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Entre os fatores que levam ao otimismo dos construtores está a reforma da Previdência - Crédito: Divulgação

Os empresários da construção estão mais otimistas em Minas, como mostram os resultados do Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) para o mês de julho. O indicador chegou aos 53,8 pontos no mês, registrando um crescimento de 3 pontos em relação a junho, quando alcançou os 50,8 pontos. Mais distante da linha dos 50 pontos, que define a confiança e falta de confiança, o indicador foi 14,2 pontos superior ao verificado em julho de 2018 e o mais elevado para o mês desde 2012, quando alcançou 55,8 pontos.

Na avaliação do economista e coordenador sindical do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, o crescimento do índice é bastante expressivo, principalmente por ter acontecido no mês em que houve a aprovação da reforma da Previdência no primeiro turno. Segundo ele, estão em andamento medidas que vão equacionar o desequilíbrio fiscal do Brasil, com reflexos na tomada de decisão dos agentes econômicos.

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“Essas medidas dão não só ao empresário da construção, mas aos agentes econômicos no geral, uma perspectiva bem melhor. Com a reforma da Previdência e as outras que estão engatilhadas no âmbito do Congresso, a tendência é melhorar o equilíbrio fiscal do País e isso muda a confiança do empresário”, ressalta Furletti.

A gerente de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Daniela Muniz, confirma que o resultado está relacionado há perspectiva concreta de aprovação da reforma da Previdência, mas pontua que ainda é necessária uma proposta de crescimento que passa por um conjunto de medidas como a reforma tributária e as privatizações.

“Se essa mudança no sistema de aposentadorias for aprovada como tudo indica, o País vai conseguir crescer de forma mais sustentável, mas depende também de reformas que tragam aumento de produtividade”, afirma.

O aumento do índice de condições atuais, segundo o levantamento, foi de 4,9 pontos entre junho (42,6 pontos) e julho deste ano (47,5 pontos). Apesar da alta mensal, o indicador continua abaixo dos 50 pontos, mostrando que os empresários do setor ainda percebem piora nas condições atuais de negócio. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando era de 37,3 pontos, o índice cresceu 10,2 pontos e é o maior para o mês em sete anos.

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“Os empresários ainda não estão totalmente satisfeitos, mas já enxergam alguma melhora. A piora é menos intensa e o indicador aponta uma menor insatisfação com a situação atual”, comenta Daniela Muniz.

Perspectivas – As perspectivas dos empresários da construção para o futuro também são positivas, com aumento pelo décimo mês consecutivo. O indicador de expectativas para os próximos seis meses aumentou 2,1 pontos em julho (57,0 pontos) frente a junho (54,9 pontos) de 2019 e, na comparação com o mesmo mês de 2018, o índice cresceu 16,3 pontos e chegou aos 57 pontos em julho deste ano.

Segundo Daniel Furletti, a economia ainda tem crescido pouco neste ano, mas o País está preparando as bases para o crescimento a partir das reformas previstas.

“O empresário está percebendo que as bases para a retomada do crescimento econômico em 2020 estão aí e por isso o levantamento aponta essa perspectiva positiva para o futuro”, avalia o economista do Sinduscon-MG.

O Iceicon nacional também aumentou e alcançou 58,7 pontos em julho, ficando 1,7 ponto acima dos 57 registrados em junho deste ano.

Vendas de cimento têm alta de 2,8%

As vendas acumuladas de cimento em 2019 (janeiro a julho) chegaram ao montante de 30,8 milhões de toneladas, um aumento de 2,8% sobre igual período do ano passado, de acordo com dados divulgados ontem pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (Snic).

No mês de julho as vendas de cimento no Brasil somaram 5 milhões de toneladas, um crescimento de 8,1% em relação ao mesmo mês de 2018.

As vendas internas por dia útil em julho – que considera o número de dias trabalhados e tem forte influência no consumo de cimento – apresentaram alta de 1,2% em relação a junho, de 3,8% sobre julho de 2018 e de 2,5% no acumulado do ano.

Já nos últimos 12 meses (agosto de 2018 a julho de 2019), as vendas acumuladas atingiram 53,5 milhões de toneladas de cimento, um aumento de 1,3% em comparação com o mesmo período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018).

Segundo o presidente do sindicato, Paulo Camillo Penna, o segundo semestre começa com um crescimento mais robusto.

“Conforme já era esperado o segundo semestre iniciou com um melhor desempenho. A eminente aprovação da reforma da Previdência, o desempenho do mercado de construção imobiliária e a retomada das obras do programa Minha casa, minha vida contribuíram significativamente para o resultado”, completa o executivo.

O mercado imobiliário continua sendo um importante vetor no desempenho da indústria.

“O número de financiamentos para novas construções continua numa trajetória de alta. Por outro lado, não podemos comprometer o financiamento habitacional com políticas de incentivos ao consumo, com riscos de frear a retomada da construção civil e consequentemente do consumo de cimento”, afirmou Paulo Camillo Penna.

Consumo aparente – O consumo aparente de cimento em julho, que compreende as vendas internas mais as importações, totalizaram 5 milhões de toneladas, uma alta de 7,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O acumulado do ano cresceu 2,7%.

Ao comparar os últimos 12 meses (agosto de 2018 a julho de 2019), a alta no consumo atingiu 1,1% em relação ao mesmo período anterior (agosto de 2017 a julho de 2018).

”Outros fatores podem atrapalhar o desempenho da atividade, como o permanente aumento dos custos da indústria e, especialmente, a indefinição quanto à política de frete, cujo atual tabelamento vem gerando forte instabilidade e incerteza para setor”, completa o executivo. (Da Redação)

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