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O endividamento das famílias belo-horizontinas continua a trajetória de alta em 2019. Após uma oscilação negativa em julho, o percentual de consumidores da capital mineira que possuíam alguma dívida voltou a subir, chegando a 79,1% em agosto.

O resultado representa um aumento de 0,9 ponto percentual (p.p.) em relação ao mês anterior e de 12,1 p.p. em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o indicador apontava 67%.

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Os percentuais fazem parte da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) de Belo Horizonte. A análise é elaborada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Minas Gerais (Fecomércio MG), com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Ela retrata o comprometimento da renda familiar com financiamento de imóveis, carros, empréstimos, cartões de crédito, lojas e cheques pré-datados, bem como a capacidade de pagamento dos consumidores da capital mineira.

A pesquisa mostra que o cartão de crédito continua sendo o principal compromisso financeiro assumido pela população local. Em agosto, 87,4% fizeram dívidas nessa modalidade, contra 80,6% no mesmo período de 2018. “Muitos consumidores utilizam essa modalidade, com juros superiores a 250% ao ano, para as compras do mês. Por isso, é fundamental se planejar para não perder o controle do orçamento”, afirma o economista-chefe da Fecomércio MG, Guilherme Almeida.

Outras dívidas com considerável impacto para a população belo-horizontina são: financiamento de carro (14,1%), carnês (11,5%), financiamento de casa (10,7%) e cheque especial (9%)

Inadimplência – Mas, apesar da manutenção do consumo, indicada pelo percentual elevado de dívidas, outros dois itens que compõem a Peic – o atraso ou o não pagamento das dívidas – apontam para um cenário negativo. “Esses subindicadores estão relacionados à elevação da inadimplência, a dificuldade de acesso ao crédito, ao comprometimento da renda familiar e ao próprio consumo”, avalia Almeida.

Entre as famílias da capital mineira, 31,8% possuem algum compromisso financeiro em atraso. Esse índice é maior naquelas com renda igual ou inferior a dez salários mínimos (34%). Já entre os consumidores endividados, 40,1% ainda não conseguiram honrar seus compromissos e estão com dívidas em atraso.

Considerando somente as famílias com dívidas atrasadas, 44% acreditam não ter condições de quitar os compromissos. Esse percentual é ainda maior para quem possui renda de até dez salários mínimos (46%). Além disso, quase 25% dos entrevistados comprometeram mais da metade do orçamento em contas como cheque pré-datado, cartões de crédito, carnês de lojas e financiamentos.

Em relação ao tempo da dívida, 58,7% das famílias afirmam que o período devido é igual ou superior a três meses. Em média, essas pendências financeiras se mantiveram em atraso por 63 dias.

Para elaborar a Peic de agosto, foram entrevistadas mil famílias residentes em Belo Horizonte. A margem de erro da pesquisa, realizada nos últimos dez dias de julho, é de 3,5% e o nível de confiança é de 95%. (Da Redação)

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