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Imóveis comerciais em BH sofrem queda no valor de venda e aluguel

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Reflexo da pandemia, muitas empresas passaram a não aceitar reajustes muito altos, resultando na queda dos valores negociados | Crédito: Charles Silva Duarte/ARQUIVO DC
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Resultado de uma parceria entre a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)  e o portal Zap, o novo índice FipeZap  que mensurou a variação dos preços de venda e locação em várias regiões do País em junho trouxe boas notícias para quem quer comprar ou alugar imóveis comerciais na capital mineira. 

Os índices de reajuste deste tipo de imóvel tanto para a compra quanto para a locação sofreram queda no último mês. Enquanto os preços de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200 metros quadrados tiveram recuo de 0,80% no último mês,  também houve retração no valor de locação deste tipo de imóvel,  que caiu 1,83%. 

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Embora o índice não leve em conta as causas da queda dos valores dos imóveis comerciais, segundo o coordenador da pesquisa, Eduardo Zylberstajn,  a tendência de retração nas vendas de imóveis desse tipo, não só em Belo Horizonte como em capitais como Florianópolis, que registrou queda  de 1,32%, foi motivada pela forte crise do setor comercial sofrida devido às medidas de prevenção da Covid-19, que fechou o comércio em várias cidades. 

Como consequência, durante a pandemia,  uma vez que várias empresas passaram a aderir ao home office ou ao modelo de trabalho híbrido, muitas passaram a não aceitar reajustes muito altos, negociando com os locatários. 

“Não sabemos se esta tendência será duradoura ou quando o movimento se reverterá, mas temos certeza que essa retração trouxe pressão negativa para os preços de venda e locação em algumas regiões”, afirmou Zylberstajn.

Ainda conforme o pesquisador, ainda é cedo para inferir que a queda nos preços esteja associada a mudanças no modelo de negócios, uma vez que vários segmentos parecem ter se adaptado muito bem ao home office. 

“ A pesquisa detectou o  movimento de curto prazo, ou seja, a retração da demanda presente. No futuro, é possível que o modelo híbrido seja comum e faça com que essa queda seja estrutural. Talvez o mercado de compra e venda já esteja demonstrando essa expectativa, mas não podemos afirmar com certeza”, afirmou.

Em nível nacional, em junho, a tendência de queda não foi uma regra. Segundo dados da pesquisa, o preço médio de venda de salas e conjuntos comerciais de até 200m²  apresentou recuo de 0,09% em junho de 2021, enquanto o preço médio de locação do segmento avançou 0,11%.

Em termos comparativos, ainda segundo os dados da pesquisa, ambas variações registradas foram inferiores à inflação medida pelo IPCA/IBGE (0,53%) e pelo IGP-M/FGV (0,60%). 

Mas a tendência de queda nos valores de locação também não foi observada em várias capitais. A pesquisa constatou que o preço médio do valor do aluguel de imóveis  comerciais em junho cresceu 0,40% no Rio de Janeiro, 0,30% em São Paulo e 0,14% em Campinas. 

Essas altas, ainda conforme a pesquisa, sobrepuseram-se aos recuos, fazendo com que o índice do valor médio de locação avançasse cerca de 0,11% no País.

Semestre 

Levando-se em conta as variações de preço de locação e venda registradas no  acumulado do primeiro semestre de 2021, o índice FipeZap registrou ligeira queda nominal de 0,16%  no valor de venda dos imóveis comerciais, enquanto contabilizou alta nominal de 0,91% no valor de locação. A boa notícia é que as duas variações também ficaram abaixo da inflação apurada tanto pelo IPCA/IBGE (3,77%) e pelo IGP-M/FGV (15,08%).

O índice FipeZap também registrou a média de lucro que os investidores que compram ou alugam imóveis comerciais para obter renda estão conseguindo. Segundo esse indicador, denominado Rental Yield,  em junho de 2021, os investidores tiveram um lucro médio com aluguel comercial (reajustado anualmente de 5,48%, índice superior às locações residenciais, que ficaram em 4,64% ao ano, assim como os investimentos em poupança e  renda fixa). 

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