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Indústria de alimentos cresce 6% em Minas

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O segmento da panificação se mostra ainda mais confiante e projeta um crescimento em torno de 10% em Minas em 2021 | Crédito: Paulo Whitaker/Reuters
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Um dos segmentos menos afetados pela pandemia em 2020, a indústria de alimentos  de Minas Gerais cresceu, em média, 6% neste primeiro semestre. E deve manter este mesmo nível de crescimento até o final de 2021. A avaliação é do presidente da Câmara de Alimentos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Mário Marques. 

Conforme Marques explicou, em 2020, o setor, que foi considerado um dos únicos  essenciais, mantendo-se aberto, cresceu cerca de 10%. Para se adequar às normas de prevenção à Covid-19,  os empresários desse segmento tiveram que investir em e-commerce, oferecendo seus produtos por aplicativos e passaram a aumentar a  compra de embalagens que, com maior demanda, tornaram-se mais caras. 

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“O valor das embalagens registrou aumentos mais altos que os do dólar. Apesar disso, houve crescimento da indústria alimentícia mineira  e muito aprendizado. Hoje, melhoramos o atendimento tanto presencialmente quanto por aplicativos”, avaliou.

Outro aspecto que garantiu o crescimento do segmento nos primeiros seis meses  de 2021 foi que a maioria das indústrias deste segmento, desde 2020, vem investindo na compra de equipamentos, em inovações.

Para o presidente da Câmara de Alimentos da Fiemg, além do aumento das embalagens, que provocou o reajuste do preço dos alimentos aos consumidores, outros reajustes como a alta do valor das carnes e a entressafra do leite, que eleva o custo dos laticínios, há outros fatores que causam  preocupação dos industriais do setor alimentício neste momento.

“O custo da ração do milho está muito alto por causa da falta de chuvas, o de medicamentos para o gado também cresceu. O valor do leite não teve um aumento tão grande, mas os laticínios ficaram um pouco mais caros”, afirmou.

A queda extrema da temperatura observada em algumas regiões como o Sul de Minas, ainda conforme Marques,  pode provocar prejuízos na safra de batata e de café. 

“Até agora, não se perdeu muita coisa, mas com essa temperatura desse jeito, ainda não sabemos o tamanho do prejuízo. Estão dizendo que o frio vai continuar até quarta  ou  quinta-feira da semana que vem. Então temos que esperar para sabermos o tamanho do prejuízo”, afirmou.

Os investimentos feitos na melhoria do atendimento à população por grande parte do empresariado do ramo alimentício mineiro, ainda conforme Marques, deverão garantir que não haja recuo no crescimento deste setor.

“Apesar do aumento da matéria-prima, que foi repassado ao cliente, também tivemos  um aumento no faturamento. Os empregos gerados no início deste ano também devem continuar. Acreditamos que devemos ter uma estabilização do crescimento”, explicou.

Panificação

O presidente da Associação Mineira da Indústria de Panificação e do Sindicato  das Indústrias de Panificação  (Amipão), Vinicius Dantas, avalia que o setor cresceu cerca de 6% nos primeiros seis meses deste ano. Mas ele acredita que há fatores como datas festivas que devem elevar este crescimento para 10% até o final de dezembro. Além disso, o mesmo frio que  pode prejudicar parte da colheita de batata e do café vem aquecendo as vendas de alguns produtos nas padarias, segundo Dantas.  

“Já estamos  planejando a produção das ceias natalinas. Acreditamos que muitas famílias, mesmo vacinadas, devem preferir fazer a ceia em casa, não festejando em restaurantes e bares, evitando aglomerações”, afirmou.

O fato de o governo de Minas ter voltado a pagar o salário do funcionalismo público estadual até o 5ª dia útil é outro fator que deve aquecer as vendas na opinião de Dantas. “As pessoas terão como planejar melhor seu orçamento. Podem gastar mais no dia a dia do que antes. Inclusive em alimentação”, avaliou.

Mesmo tendo que enfrentar problemas decorrentes das exigências dos protocolos de funcionamento da indústria de panificação e a necessidade de se investir mais na utilização de embalagens, os empresários do setor, segundo Dantas, não tiveram grandes prejuízos. 

“O  setor teve que se adaptar rapidamente no ano passado, modificando a forma de venda dos produtos, que passaram a ser pré-embalados, alguns fatiados, e todos com melhores condições de higiene. Tal situação fez com que o segmento continuasse crescendo mesmo com a reabertura de bares e restaurantes”, afirmou.

Pequenos empresários se reinventam

A empresária Euzi Nascimento, que tinha uma cafeteria e confeitaria no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, teve que se adaptar quando a pandemia pôs fim ao seu negócio. Tendo que se reinventar, ela passou a investir em dois nichos distintos.

“Eu tenho clientes que pedem para que eu monte cardápios semanais. Eu vou à casa deles, faço e congelo os alimentos. Em alguns casos, eles decidem o que querem, em outros, pedem que eu apresente sugestões. Estou tendo muitos pedidos desse tipo”, afirmou.

Outro segmento gastronômico explorado por Euzi é a confeitaria. “Aprendi a fazer bolos caseiros com a minha mãe, que aprendeu com a minha avó. Quem come, torna-se cliente. Sempre encomenda”,  comemorou.

Outra fonte de renda é a preparação de doces, sobremesas e tortas. “Acredito que estas iguarias transmitem afeto. Muitos, quando estão tristes, encomendam um docinho. Sentem-se acalentados. Essas atividades estão me mantendo ativa no mercado”, disse.

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