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Indústria têxtil cresce 15% até junho em MG

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A retomada da indústria têxtil no País já gerou mais de  25 mil  novos empregos em abril, sendo 2.959 no Estado | Crédito: Rogério Santana

A indústria têxtil em Minas Gerais já começa a se recuperar do baque sentido pela pandemia  que fechou o comércio. O presidente do Sindicato das Indústrias Têxteis de Malhas no Estado de Minas Gerais (Sindimalhas-MG), Aroldo Teodoro Campos, informou que, entre janeiro e  junho de 2021, o setor cresceu em torno de 15%.

“A retomada começou a partir de abril e maio, indo para a normalidade em junho”, afirmou. Para Campos, o principal desafio enfrentado pelo setor foi o fechamento dos mercados e a insegurança gerada em função da falta de informações sobre a epidemia. “Com o abre-fecha do comércio, ficou impossível planejar os negócios”, afirmou.

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O início da vacinação é visto como o principal fator para garantir a retomada dos negócios, uma vez que o aumento do número de  vacinados diminui a possibilidade de novos fechamentos do comércio. Para  Campos,  o aquecimento das atividades econômicas vai  incentivar  o segmento têxtil a acelerar a retomada.

“Uma vez que a vacinação avance,  certamente teremos um segundo semestre muito aquecido, com a população precisando colocar as compras em dia. O desemprego também deve cair à medida que o mercado melhore”.

Dólar

Como a cotação do dólar se manteve acima dos R$ 5 por bastante tempo, para o presidente do Sindimalhas, o valor dessa moeda estrangeira já não impacta tanto mais. “O recuo observado no valor dessa cotação nos últimos dias, injeta boas expectativas no setor que enfrentou momentos difíceis em 2020”, afirmou. 

Para o presidente do Sindimalhas, a maior dificuldade do segmento ainda é a falta de insumos importados, que, por este motivo, continuam com forte tendência de alta. Segundo Campos, o  setor ainda deve enfrentar uma fase de desabastecimento, em função dos insumos importados. “Mas o mercado deve encontrar um equilíbrio. Apostamos, então, na recuperação rápida do segmento.  Esperamos um segundo semestre forte!”, disse.

A recuperação da indústria têxtil no País já gerou mais de  25 mil  novos empregos em abril. A informação é do presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de Minas Gerais (Sift-MG), Rogério Mascarenhas Cezarini. Só em Minas Gerais foram gerados 2.959 novos empregos. Embora a epidemia e alta do dólar tenham criado dificuldades como o aumento do preço do algodão, insumo importado, usado por essa indústria, entre abril de 2020 e abril de 2021 foi registrado um crescimento de 7,2%.

Ainda conforme Cezarini, o crescimento foi maior entre os últimos meses de abril e maio. Com a aceleração da vacinação e o aumento da exportação de commodities agrícolas e minerais, ele acredita que a economia brasileira vai crescer ainda mais, impactando positivamente a indústria têxtil nacional. “Esperamos um aumento entre 6% e 10% até o final de 2021. O varejo têxtil já cresceu 3,2%”.

Segundo Cezarini, apesar de o dólar aumentar os custos de algumas matérias-primas necessárias à indústria têxtil,  a manutenção da cotação da moeda estadunidense entre R$4,80 e R$5,20 é benéfica à indústria nacional. “Neste patamar é criado uma barreira para a importação de produtos têxteis. Não pode aumentar demais, porque pode prejudicar o poder aquisitivo do consumidor” , explicou.

Malhas de tricô “escapam”da pandemia

A  pandemia não afetou seriamente a produção de roupas de malha de tricô  de  Monte Sião. A informação é de João Tadeu Machado, presidente da Associação  Comercial,  Industrial, Agropecuária  e de Prestação de Serviços de Monte Sião (Acims). 

“Com as encomendas feitas até março deste ano, para o inverno,  tivemos um aumento de 10% das vendas.  Estimamos que foram produzidas cerca de 30 milhões de peças”, informou.

Localizada a  160 km da capital São Paulo e a 120 km de Campinas, conforme Machado,  a cidade que conta com 1.000 lojas e 1.300 fábricas de peças em tricô emprega 70% da população economicamente ativa, gerando dez mil postos de trabalho.

Ainda conforme Machado, boa parte dos fabricantes e comerciantes locais já utilizava o e-commerce em suas negociações. “Já no dia 19 de março, quem ainda não usava essa ferramenta investiu em plataformas de venda e mantivemos nossos negócios funcionando”, afirmou. 

Sem parar

Assim, mesmo durante a onda roxa, quando  nos meses de março e abril deste ano as lojas foram fechadas, a  produção e as encomendas feitas por representantes das malhas de Monte Sião continuaram em todo o País. 

Com a reabertura das lojas, no final de abril, entre quinta e domingo, o município vem recebendo turistas de São Paulo, que estão visitando a cidade, uma vez que as cidades de Lindóia e Serra Negra estão apresentando mais restrições que Monte Sião. 

“Com isso, além de acabarmos com os estoques destinados aos consumidores finais, que são os turistas e os comerciantes de outras regiões como Goiás e até do Sul do País, estamos movimentando hotéis, restaurantes etc. Sempre respeitando os protocolos de prevenção à Covid-19”, afirmou.

E-commerce desafia fabricantes

Uma das diretoras da Associação Mineira de Empresas de Moda (Amem), Fabrícia Dias, que é proprietária da Patogê Jeans, também está comemorando o aumento das vendas. Ela disse que,  em função das vendas on-line, o setor teve um crescimento de  30% em 2021  em relação a 2020.

Conforme Fabrícia, o maior desafio foi  formar uma equipe especializada para ajudar os fabricantes de moda a se adequar rapidamente ao mundo digital. “Muitos tiveram muita dificuldade em enfrentar o e-commerce”, disse.

Outro desafio enfrentado pelo segmento foi a redução da oferta de matérias-primas como o jeans, que ficou mais caro  devido a alta do dólar, que provocou o aumento dos insumos necessários à produção das peças. “Ainda está faltando matéria-prima e ainda por cima enfrentamos o aumento dos custos dessa nova logística. Mas a expectativa é de manter a constância das vendas e ter um 2021 mais equilibrado”, informou. (MS)

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