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“Manifesto pela vida” reivindica o fechamento total da Capital

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A Capital tem uma fila de pessoas com Covid-19 à espera de leitos de UTI na rede hospitalar particular, aponta o boletim epidemiológico da PBH | Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

O cenário de guerra nos hospitais da capital mineira na sexta-feira (19), com falta de leitos e até de medicamentos, levou várias entidades assinarem um documento público, intitulado “Manifesto pela vida”, pedindo ao prefeito Alexandre Kalil a imediata adoção do lockdown (fechamento total) na cidade.

O Conselho Municipal de Saúde, o Sindicato dos Médicos do Estado de Minas Gerais (Sinmed-MG), o Conselho Regional de Enfermagem (Coren-MG), o Sindicato dos Servidores Públicos de BH (Sindibel) e a Arquidiocese de Belo Horizonte argumentam que as medidas já tomadas não estão impedindo o aumento de casos de Covid-19 na Capital.

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“É um momento de extrema gravidade, com potencial risco de morte de milhares de pessoas em todo o Estado, incluindo nossa Capital. Não temos vagas nos CTIs na rede de saúde suplementar. Os leitos nas vagas na rede pública estão se esgotando rapidamente. Há uma ameaça real de falta de medicamentos para procedimentos como intubação, inclusive oxigênio”, afirmou o presidente do Sinmed-MG, Fernando Mendonça.

Na sexta-feira (19), o número de pessoas à espera de um leito de UTI para o tratamento da Covid-19 na rede particular de Belo Horizonte chegou a 51, de acordo com o boletim epidemiológico da Prefeitura. Eram 353 leitos disponíveis para uma demanda de 404 pacientes. Na rede pública, a ocupação de leitos de terapia intensiva para Covid-19 estava em 89,8%.

A Prefeitura abriu mais 29 vagas e passou a oferecer 440 leitos de UTI para o tratamento da doença na rede pública. Havia, até o fechamento desta reportagem, 395 pacientes internados. Ainda de acordo com o boletim da PBH, a taxa geral de ocupação de leitos de UTI na cidade, considerando as redes SUS e suplementar, estava em 100,8% até a noite de sexta-feira.

“Nesse momento é importante diminuir a circulação do vírus. Esse vírus apresenta variantes que não só aumentam o grau de transmissão como a gravidade, incluindo pacientes jovens. A única medida eficaz, que tem mostrado que pode diminuir a circulação no vírus é a diminuição da circulação das pessoas, uma vez que a vacinação ocorre de forma lenta e as medidas já adotadas não estão evitando o contágio”, explicou o presidente do Sinmed.

Mendonça acrescenta que, para a adoção de medidas mais restritivas, é importante que a PBH intensifique programas sociais. “É hora de juntar todos os esforços para que as pessoas fiquem em suas casas, como por exemplo, a distribuição de cestas básicas”, completou.

Caso a Prefeitura adote o lockdown, haverá bloqueio total, ou seja, a circulação fica proibida. É permitido sair de casas apenas para comprar alimentos, para transportar doentes ou para a realização de serviços de segurança. Inclui também o fechamento de vias e proíbe deslocamentos e viagens não essenciais.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Belo Horizonte não se posicionou sobre o manifesto.

Comércio – Desde o dia 5 de março, somente o comércio essencial está funcionando em Belo Horizonte. Lojistas amargam prejuízos desde março do ano passado, com queda nas vendas em função da pandemia. No entanto, entendem que o cenário nesta semana é desolador e concordam com as restrições.

“É preciso salvar vidas acima de tudo. O cenário é desolador. Entendemos que, no momento, o melhor é ficar fechados. Por isso, é cada vez mais evidente e necessário um pacote efetivo de ajuda aos comerciantes, com empréstimos acessíveis, sem burocracia e a juros baixos. Os governos precisam nos ajudar. Estamos fazendo a nossa parte”, disse o presidente do Sindicato dos Lojistas de Belo Horizonte, Nadim Donato.

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