Megaobra reúne cadeia da construção civil em BH com expectativa de R$ 500 milhões em negócios

Evento em Belo Horizonte vai reunir principais players do setor com o intuito de gerar negócios e soluções para o futuro

Ser um espaço para negócios, troca de ideias e inovação para a construção civil. Este é o propósito da Megaobra, feira dedicada ao setor que acontece de 24 a 26 de novembro, no Expominas, em Belo Horizonte.

O encontro dos principais players do País em BH, que terá 200 expositores, com potencial de gerar R$ 500 milhões em negócios, aproximará fabricantes de materiais, construtoras, incorporadoras, empresas de tecnologia e serviços, além de engenheiros, arquitetos e investidores, em um setor que gerou mais de 200 mil empregos formais no Brasil nos primeiros oito meses de 2026, de acordo com números do Ministério do Trabalho e Emprego.

Idealizador e realizador da Megaobra, o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e presidente do Conselho de Infraestrutura da entidade, Emir Cadar Filho, afirma que o objetivo é ampliar o acesso dos fornecedores a potenciais clientes e criar relações comerciais que se estendam para além dos três dias de evento.

Entidades do setor produtivo e do segmento, como Crea, CAU, Creci, Caixa, Fiemg, CDL e Sebrae, também estarão no evento para que novas oportunidades possam surgir.

“A Megaobra é uma feira que nunca existiu antes e é totalmente diferente, porque desde a concepção reunimos toda a cadeia produtiva da construção civil no mesmo lugar. Tem desde quem vende um parafuso até a concreteira, quem vende piscina, acabamento, vidro, cerâmica, alumínio. O mercado inteiro está lá dentro: construtoras, loteadores, toda a cadeia. Por isso a geração de negócios é natural, porque você consegue unir comprador e vendedor ao mesmo tempo”, explica.

Cadar Filho crê que o setor da construção civil tem uma vantagem sobre os outros setores, e isso pode ser um incentivador para que haja negócios e trocas de ideias na Megaobra: há pouca oscilação, seja para cima ou para baixo. Todavia, ele nunca para.

“A economia importa para melhorar ou piorar o ritmo, mas não para a construção civil existir. Não importa se a pessoa estava tendo uma margem melhor ou pior, ela vai continuar construindo. Vão continuar existindo casamentos, divórcios, nascimentos, e isso movimenta o déficit habitacional do Brasil, que é enorme (5,77 milhões, segundo a Fundação João Pinheiro). Temos ainda 15 a 20 anos de muita construção pela frente para cumprir esse déficit. Então o setor supera as oscilações”, comenta o idealizador da Megaobra.

Saindo do “casulo“

A Megaobra também quer fazer o mercado se encontrar e “sair do seu casulo” para dividir ideias e até “dores” do setor. A construção coletiva pode gerar negócios e soluções para redução de custos e melhor aproveitamento de materiais e processos.

“O que acontece é que cada empresa tem seus problemas e fica dentro da sua construtora, repensando sozinha como solucionar. Temos a feira para mostrar novas tecnologias e novos métodos construtivos. Logo, a feira é para todos, desde o construtor pequeno que faz uma casinha até as grandes construtoras”, comenta ele.

Mão de obra

Emir Cadar Filho traz outro ponto sensível para o debate da Megaobra: a captação e a evolução da mão de obra, algo delicado para o setor. A expectativa da feira é ter estandes com robôs, novas argamassas e novos materiais que exigem menos pessoas para serem assentados, por exemplo.

“A dificuldade de mão de obra hoje é enorme e não dá para esconder nem adiar esse assunto. Antigamente o esforço era para achar um bom pedreiro. Hoje é para achar um pedreiro qualquer. Temos um déficit de mão de obra tanto em qualidade quanto em quantidade, porque os bons profissionais já estão empregados. Por isso, acho que é o nascimento de um evento para repensar o futuro da construção civil”, conclui o idealizador da feira.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


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