Mais de 1 milhão de famílias de Minas Gerais serão contempladas pelo Bolsa Família em junho
Minas Gerais está entre as unidades federativas com maior número de contemplados pelo programa Bolsa Família, do governo federal, referente ao mês de junho, com 1,4 milhão de famílias beneficiárias. Ao todo, serão 19,3 milhões de famílias atendidas a partir desta quarta-feira (17), com investimento de R$ 13,08 bilhões e benefício médio de R$ 677,66.
Além disso, o Estado também é um dos destaques do Benefício Primeira Infância (BPI), com o terceiro maior número de crianças de até 16 anos atendidas (679.617) e terceiro maior valor (R$ 94,6 milhões). Ele só está abaixo de São Paulo (1,1 milhão de famílias e R$ 156,7 milhões) e da Bahia (820.410 contemplados e R$ 117,9 milhões).
Quanto ao Benefício Variável Familiar Gestante (BVG), destinado a crianças e adolescentes de sete a 16 anos incompletos, Minas registrou 881.917 jovens e 49.212 gestantes atendidas. O Estado ainda conta com 197.872 adolescentes de 16 a 18 anos incompletos beneficiados pelo Benefício Variável Familiar Adolescente (BVA) e 26.615 nutrizes, ou mães lactando, pelo Benefício Variável Nutriz (BVN).
O cronograma de pagamentos leva em conta o fim do Número de Identificação Social (NIS) e segue até o dia 30 deste mês. Veja calendário:

Análise por estados e regiões
Na análise por unidades federativas, o maior número de contemplados em junho está na Bahia, com 2,38 milhões de famílias beneficiárias, a partir de um aporte de R$ 1,58 bilhão. Em seguida, aparecem São Paulo e Pernambuco, com 2,31 milhões e 1,5 milhão de contemplados, respectivamente.
Ranking dos estados com mais famílias beneficiárias do Bolsa Família:
- Bahia – 2,38 milhões;
- São Paulo – 2,31 milhões;
- Pernambuco – 1,5 milhão;
- Minas Gerais – 1,46 milhão;
- Rio de Janeiro – 1,43 milhão;
- Ceará – 1,38 milhão;
- Pará – 1,28 milhão;
- Maranhão – 1,17 milhão.
Já na divisão por valor médio, Roraima é o estado com maior repasse aos beneficiários em junho, com R$ 735,66. Em seguida, aparecem Amazonas (R$ 724,47), Acre (R$ 721,04), Amapá (R$ 720,89) e Pará (R$ 698,31) formando o Top 5 das maiores médias do programa.
Quanto ao recorte por regiões do País, o Nordeste reúne o maior número de contemplados neste mês, com 8,97 milhões de beneficiários e investimento de R$ 6,03 bilhões. A região Sudeste registrou 5,5 milhões de famílias atendidas e R$ 3,68 bilhões em repasses. As demais regiões apresentaram os seguintes resultados:
- Norte (2,49 milhões de famílias e R$ 1,76 bilhão);
- Sul (1,32 milhão de beneficiários e R$ 889,6 milhões);
- Centro-Oeste (1,03 milhão de famílias e R$ 713,12 milhões).
Demais dados sobre o Bolsa Família
No pacote de benefícios incluídos na retomada do programa desde 2023, 8,44 milhões de crianças de zero a seis anos recebem o Benefício Primeira Infância, com investimento de R$ 1,19 bilhão. Isso significa um adicional de R$ 150 destinado a cada integrante dessa faixa etária na composição familiar.
O Bolsa Família também prevê o aporte de R$ 706,79 milhões para o pagamento de outros benefícios complementares, no valor adicional de R$ 50. Esses recursos chegam a 14,35 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, além de 670,1 mil gestantes e 339,7 mil nutrizes.
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O programa do governo federal ainda alcança, em seu grupo prioritário e específico, 282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 258,9 mil com pessoas indígenas, 302,8 mil com quilombolas, 3,2 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,3 mil com pessoas resgatadas de trabalho análogo ao escravo e 423,4 mil com catadores de material reciclável.
Entre os responsáveis familiares do Bolsa Família, 16,22 milhões são mulheres, o que representa 84% do total atendido. A transferência de renda alcançou mais de 36,66 milhões das pessoas beneficiárias que se identificaram no Cadastro Único como de cor preta/parda (73,2%), tanto nas áreas urbanas como rurais.
Já a Regra de Proteção atinge, em junho, 2,26 milhões de famílias, com o investimento de R$ 832,1 milhões. Ela permite aos beneficiários permanecerem no programa por até um ano, mesmo depois de conseguirem emprego com carteira assinada ou aumento de renda. Nesse caso, a família recebe metade do valor.
(Informações da Agência Gov)
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