Poços de Caldas busca atrair indústrias e empregos com cadeia de terras raras

Município articula incentivos, qualificação profissional e medidas de planejamento para ampliar os benefícios econômicos da exploração de minerais críticos
Poços de Caldas busca atrair indústrias e empregos com cadeia de terras raras
Crédito: Gleidson Batista/ALMG

Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, busca transformar o potencial de exploração de terras raras em oportunidades de desenvolvimento econômico, atração de empresas e geração de empregos. A estratégia da prefeitura é estruturar uma cadeia produtiva que vá além da extração mineral, com atividades de processamento, desenvolvimento tecnológico, serviços especializados e formação de mão de obra qualificada.

A iniciativa ocorre em meio ao avanço de projetos de mineração na região, entre eles o Colossus, da australiana Viridis Mining and Minerals, que recebeu a aprovação de um financiamento de R$ 77,5 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a implantação de um centro de pesquisa e processamento de terras raras no município.

Para ampliar os benefícios econômicos da atividade, a administração municipal tem intensificado a articulação com representantes do governo estadual, empresas e entidades ligadas à mineração.

Em reunião realizada em setembro, o Comitê Municipal de Terras Raras solicitou ao governo de Minas o fortalecimento de incentivos ao setor e de programas de qualificação profissional. O encontro contou com a participação do subsecretário de Atração de Investimentos e Cadeias Produtivas da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), Gustavo Costa, e do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Lyssandro Norton Siqueira.

Na ocasião, Costa destacou que a presença dos minerais coloca Poços de Caldas em posição estratégica para atrair investimentos e agregar valor à produção. Segundo ele, o Estado, por meio do Invest Minas, atua na identificação de oportunidades de negócios e no mapeamento das futuras demandas por trabalhadores.

Entre as possibilidades discutidas está a articulação com programas estaduais de qualificação profissional, como o Trilhas do Futuro e o Minas Forma, para preparar a mão de obra local para as atividades relacionadas à nova cadeia produtiva.

Sobre o autor

Juliana Sodré

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela PUC Minas, com especialização em Imagens e Culturas Midiáticas pela UFMG.


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