Cidades mineiras são maioria em prêmio sobre desenvolvimento sustentável da mineração
Nove das 16 cidades brasileiras que serão agraciadas no Prêmio Municípios Mineradores 2026, condecoração que reconhece a governança pública na utilização de recursos oriundos das atividades de mineração, são de Minas Gerais. A iniciativa é da Agenda Pública em parceria com o Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) e com o Ministério de Minas e Energia (MME) e será entregue em Brasília (DF), em 18 de maio.
De acordo com a Agenda Pública, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) dedicada a fortalecer a gestão pública e impulsionar o desenvolvimento sustentável no País, além do Estado, os municípios premiados são de Goiás, São Paulo e Pará. Veja a lista completa, em ordem alfabética:
- Alvorada de Minas (MG);
- Belo Vale (MG);
- Alto Horizonte (GO);
- Itaoca (SP);
- Barro Alto (GO);
- Vila Propício (GO);
- Pilar de Goiás (GO);
- Itabira (MG);
- Sarzedo (MG);
- Itatiaiuçu (MG);
- Nova Lima (MG);
- Paragominas (PA);
- Marabá (PA);
- Ouro Preto (MG);
- São Gonçalo do Rio Abaixo (MG);
- Santa Bárbara (MG).
“A iniciativa promove reconhecimento a gestões municipais que utilizam a mineração como ferramenta estratégica para promover o desenvolvimento e melhorar a vida da população. Mais do que a simples exploração de recursos naturais, os municípios destaques demonstram como boas práticas de governança podem resultar em serviços públicos mais eficientes e em impactos sociais positivos”, afirma a entidade, em nota.
Prêmio está na terceira edição
Com o tema “Minerando Futuros”, a premiação condecorará 16 municípios brasileiros em oito categorias: saúde, educação, proteção social, meio ambiente, finanças públicas, infraestrutura, desenvolvimento econômico e gestão.
Também haverá reconhecimento para destaques regionais, contemplando uma cidade por região do País: Bandeirantes do Tocantins (TO), Barrocas (BA), São Gonçalo do Rio Abaixo (MG), Treviso (SC) e Alto Horizonte (GO). Um destaque nacional ainda será reconhecido no dia do evento.
Conforme a Agenda Pública, o prêmio não prevê inscrições e são elegíveis municípios com participação mínima de 5% da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem) na receita total em pelo menos um ano entre 2018 e 2025.
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A avaliação dos participantes é realizada por um corpo de jurados formado por especialistas em gestão pública, economia e desenvolvimento, vinculados à Escola Nacional de Administração Pública (Enap), ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ao Instituto Arapyau e ao MME.
Ainda segundo a OSCIP, ao valorizar experiências que aliam atividade econômica à boa gestão pública, o prêmio reforça o papel da mineração como vetor de desenvolvimento sustentável, capaz de gerar riqueza e melhorias concretas na qualidade de vida da população.
“A mineração sustentável atrai investimentos e impulsiona o crescimento de estados e municípios. O setor gera empregos, renda e tributos, além de fortalecer políticas públicas de desenvolvimento. Também apoia a diversificação econômica no presente e no pós-mineração. O Prêmio Municípios Mineradores valoriza boas práticas e reforça a importância de uma gestão pública eficiente e responsável”, encerra a nota.
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