Economia

Produção da Anglo American no Minas-Rio retrai 1,4% no primeiro trimestre

O volume produzido pelo complexo no período foi de 6,4 milhões de toneladas de minério de ferro
Produção da Anglo American no Minas-Rio retrai 1,4% no primeiro trimestre
Anglo American | Foto: Anglo American

Entre janeiro e março deste ano, a produção da Anglo American no Sistema Minas-Rio atingiu 6,4 milhões de toneladas (t) de minério de ferro. Em relação ao mesmo intervalo do ano passado, o volume ficou praticamente estável, com uma leve redução de 1,4%.

De acordo com a companhia, a melhor utilização da planta, impulsionada por maior consistência na alimentação de minério durante a estação chuvosa, sustentou a estabilidade operacional, mesmo com o efeito de um menor teor de ferro no período.

A projeção para 2026 de alcançar entre 24 e 26 milhões de t no complexo localizado em Conceição do Mato Dentro, na região Central de Minas Gerais, foi mantida. Em 2025, foram 24,8 milhões de t produzidas pela empresa na unidade.

Globalmente, a mineradora britânica também registrou relativa estabilidade na produção de minério de ferro no primeiro trimestre, com uma pequena retração interanual de 1,5%, totalizando 15,2 milhões de t. Além do Minas-Rio, a Anglo tem as operações de Kumba, na África do Sul, onde o volume diminuiu 1,6%, para 8,8 milhões de t.

No balanço divulgado nesta terça-feira (28), o CEO da Anglo American, Duncan Wanblad, afirmou que a companhia teve um início de ano sólido no segmento, em linha com os planos de mineração. “No minério de ferro premium, Kumba e Minas-Rio apresentaram, mais uma vez, desempenhos operacionais estáveis”, avaliou.

O executivo ainda ressaltou que, embora o conflito no Oriente Médio esteja criando considerável volatilidade no mercado em geral, a cadeia de suprimentos está dando suporte à continuidade dos negócios e a empresa está gerenciando a situação para lidar com possíveis efeitos adversos, incluindo a inflação de custos.

Mineradora reduz volumes de níquel em Goiás

Nas operações de níquel, em Goiás, a Anglo produziu 9,1 mil t nos primeiros três meses de 2026, queda de 7,1% ante o mesmo período do último ano. O resultado, segundo a companhia, reflete as paradas programadas para manutenção em Barro Alto e Codemin.

“No Minas-Rio, seguimos entregando um produto de alta qualidade e, em níquel, esperamos aumentar a produção de forma gradual a partir do segundo trimestre”, destacou a CEO da Anglo American no Brasil, Ana Sanches, em nota.

Cabe lembrar que, em fevereiro de 2025, a mineradora firmou um acordo relativo ao segmento para a venda dos ativos goianos e de dois projetos para desenvolvimento futuro (no Pará e no Mato Grosso) para a MMG Singapore Resources. Conforme a companhia, a transação segue na etapa de aprovação antitruste da Comissão Europeia.

Fusão com a Teck recebe aprovação regulatória da Coreia do Sul

No primeiro trimestre, a Anglo American também recebeu a aprovação antitruste da Coreia do Sul para a fusão com a Teck Resources. O último marco regulatório pendente, juntamente com outras condições de fechamento usuais, é a aprovação antitruste da China. A transação está prevista para ser concluída entre setembro deste ano e março de 2027.

O negócio foi anunciado em setembro do ano passado. A partir do acordo, o maior M&A do setor mineral em mais de uma década, nascerá a Anglo Teck, empresa citada como líder global em minerais críticos e uma das cinco maiores produtoras mundiais de cobre.

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