Produção de aço bruto recua 2,4% em maio em MG

No período, a retração atingiu 4,9%
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Produção de aço bruto recua 2,4% em maio em MG
Minas Gerais é o principal polo siderúrgico do País e respondeu por 30,9% da produção em maio, segundo o Aço Brasil | Crédito: REUTERS/Alexandre Mota

Minas Gerais segue na liderança da produção de aço no País. Das 2,9 milhões de toneladas de aço bruto produzidas no Brasil em maio, o Estado foi responsável por 30,9% ou 919 mil toneladas. A produção nacional foi 4,9% menor que a apurada no mesmo mês de 2021 (3,1 milhões de toneladas). O resultado estadual acompanhou o movimento de baixa e caiu 2,4% sobre a mesma época de 2021.

Os dados são do Instituto Aço Brasil e mostram que o Rio de Janeiro apareceu logo em seguida, com 28,4% de share e produção de 843 mil toneladas. O Espírito Santo ficou em terceiro lugar, com 17,7% e 525 mil toneladas, e São Paulo na quarta posição, com 8,7% e 258 mil toneladas.

Com isso, no acumulado do ano, o País totalizou 14,5 milhões de toneladas de aço. Já Minas Gerais, 4,3 milhões de toneladas ou 30,1% do total.

A produção de laminados em todo o País foi de 2 milhões de toneladas. O volume foi 17% inferior ao registrado em maio de 2021. Já a produção de semiacabados para vendas foi de 644 mil toneladas, baixa de 19% em relação ao ocorrido no mesmo mês do ano anterior.

Minas Gerais respondeu por 28,6% dos laminados e semiacabados, com 760 mil toneladas produzidas no mês. Na comparação com maio de 2021, o desempenho do Estado foi 14% menor, uma vez que naquela época foram produzidas 884 mil toneladas de aço. O Rio de Janeiro manteve a segunda posição, com 25,4% de market share e produção de 755 mil toneladas. Em seguida, veio o Espírito Santo (15,2%), produzindo 404 mil toneladas, e São Paulo (13,2%), produzindo 350 mil toneladas.

No acumulado de 2022, a produção nacional de laminados foi de 10,091 milhões de toneladas e a de semiacabados de 3,556 milhões de toneladas. Minas Gerais respondeu por 3,967 milhões de toneladas do total.

Vendas de aço

As vendas internas somaram 8,5 milhões de toneladas de janeiro a maio de 2022. Isso representa retração de 14,7% na comparação com igual período do ano anterior.

O consumo aparente nacional de produtos siderúrgicos foi de 9,8 milhões de toneladas no acumulado até maio de 2022. Este resultado representa uma queda de 14,6% frente ao registrado no mesmo período de 2021.

As exportações somaram 5,6 milhões de toneladas ou US$ 4,8 bilhões. E esses valores representam, respectivamente, aumentos de 32,4% e 57,9% na comparação com o mesmo período de 2021.

Já as importações alcançaram 1,3 milhão toneladas no acumulado até maio de 2022, uma redução de 32,1% frente ao mesmo período do ano anterior. Em valor, as importações atingiram US$ 2 bilhões e avançaram 9,5% no mesmo período.

A previsão do Aço Brasil para este exercício é que a produção nacional de aço chegue a 36,9 milhões de toneladas. As baixas até aqui apuradas são justificadas, segundo a entidade, pela elevada base de comparação.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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