Economia

Compra de ativos existentes pode antecipar em dois anos o início da operação da St George em Araxá

A companhia entende que ao construir plantas de processamento do zero começará a produzir em 2030, enquanto adquirindo infraestruturas existentes poderá iniciar em 2028
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Compra de ativos existentes pode antecipar em dois anos o início da operação da St George em Araxá
Crédito: Reprodução Site ST George Mining

A St George Mining estima que a incorporação de infraestruturas existentes pode antecipar a entrada em operação do projeto de terras-raras e nióbio que desenvolve em Araxá, no Alto Paranaíba, em cerca de dois anos, se comparada à implementação de plantas de processamento do zero. A companhia tem intensificado estudos para avaliar as alternativas que possui e qual a melhor opção em termos de velocidade para começar a produzir.

“A gente percebe que a construção vai nos levar a um início de produção por volta de 2030 e, fazendo a aquisição, conseguimos acelerar para 2028. Esse é o grande diferencial do cenário brownfield em relação ao greenfield”, afirmou ao Diário do Comércio, na quarta-feira (17), o diretor da mineradora australiana no Brasil, Thiago Amaral.

“Quanto antes entrarmos no mercado, melhor para aproveitarmos justamente esse momento de minerais críticos e estratégicos que existe no mundo”, salientou o executivo em entrevista à reportagem durante o Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, evento promovido em Belo Horizonte pela The Net-Zero Circle by IN-VR.

Homem branco, de cabelos curtos escuros, barba e cavanhaque pretos aparados, sorri de frente para a câmera. Ele veste terno cinza-escuro, camisa social branca, gravata vinho e usa um crachá de identificação pendurado no pescoço. O homem está posicionado no centro, do quadril para cima, posando à frente de um painel de fundo (backdrop) branco com logotipos de patrocinadores, onde se lê parcialmente o título do evento em letras azuis e amarelas: "3rd Brazil Lithium & Critical Minerals 2026". Entre as marcas visíveis no painel estão "Minas Gerais", "St George Mining Limited", entre outras
Diretor da St George Mining no Brasil, Thiago Amaral | Foto: Diário do Comércio/Thyago Henrique

Cabe lembrar que, no final de abril, a St George indicou interesse nos ativos colocados à venda pela Mosaic Company em Araxá. Na imprensa já circulavam rumores de que a empresa gostaria de utilizar a infraestrutura industrial para acelerar o Projeto Araxá, atraída pela proximidade geográfica e por poder reconfigurá-la para o empreendimento, reduzindo prazos e custos de implementação em comparação à montagem de uma unidade nova.

Em relatório de atividades divulgado à época, a mineradora disse que avaliava acessar plantas já existentes, seja por arrendamento, aquisição ou outro arranjo comercial. Citando como exemplo o complexo mineroquímico da Mosaic em Araxá, atualmente em desmobilização, a companhia ressaltou que a concentração primária de nióbio (do minério ao concentrado) é alcançada por meio de um circuito de flotação padrão, similar ao usado em minas de fosfato, níquel e cobre, e que existem várias estruturas deste tipo na região.

Questionado sobre esse interesse, Amaral afirmou que as conversas com a Mosaic fazem parte de negociações da St George e que a compra dos ativos postos à venda é uma possibilidade. No entanto, reiterou que a empresa precisa ter um leque de opções para analisar qual trará respostas mais rápidas para o começo da operação do Projeto Araxá.

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