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St George sinaliza interesse nos ativos da Mosaic em Araxá

Na imprensa já circulavam rumores de que a empresa australiana estaria interessada nos ativos colocados à venda pela companhia americana
St George sinaliza interesse nos ativos da Mosaic em Araxá
Foto: Divulgação/St. George Mining

A St George Mining indicou, nesta terça-feira (28), que tem interesse nos ativos colocados à venda pela Mosaic Company em Araxá, no Alto Paranaíba. Na imprensa já circulavam rumores de que a empresa australiana gostaria de utilizar a infraestrutura industrial da companhia americana para acelerar sua entrada no mercado de nióbio e terras-raras. Isso porque, além da proximidade geográfica com o Projeto Araxá, a estrutura poderia ser reconfigurada para os processos do futuro empreendimento, reduzindo prazos e custos de implementação em comparação à montagem de uma unidade greenfield.

Em relatório de atividades trimestrais divulgado a investidores, a St George afirmou que está avaliando o terreno que adquiriu em fevereiro para a construção das instalações de processamento, mas também iniciativas para potencialmente acessar plantas já existentes na região, seja por meio de arrendamento, aquisição ou outro arranjo comercial.

“A concentração primária de nióbio (do minério ao concentrado) é alcançada através de um circuito de flotação padrão, similar ao utilizado em minas de fosfato, níquel e cobre. Existem diversas plantas deste tipo na região de Araxá”, disse a mineradora, citando como exemplo o Complexo Mineroquímico de Araxá, da Mosaic Fertilizantes, que está em processo de desmobilização das atividades e foi ofertado a potenciais compradores.

“As discussões da companhia com terceiros sobre iniciativas regionais de processamento são de natureza confidencial. As tratativas são preliminares e nenhum acordo foi firmado pela St George até o momento”, ressaltou a empresa.

Atualização de recursos e avanço na estratégia de desenvolvimento

Entre os feitos do primeiro trimestre listados pela St George no documento estão a atualização dos recursos do Projeto Araxá e o avanço na estratégia de desenvolvimento.

Como informado anteriormente, a estimativa de recursos minerais (MRE) aumentou 75%, saltando para 70,9 milhões de toneladas, com 4,06% de óxidos totais de terras-raras (TREO) e 0,62% de nióbio. Além disso, parcerias estratégicas foram firmadas.

A empresa estendeu uma aliança com a Realloys Inc, com o objetivo de finalizar acordos de offtake para as terras-raras. Estabeleceu acordos com a Boston Metal para testar a tecnologia de eletrólise de óxido fundido na produção de produtos de nióbio do Araxá e com a Tecnicas Reunidas para avaliar a tecnologia RARETECH® em amostras do projeto. Anunciou também colaboração com a Nanum Nanotecnologia para a produção de cério.

No período, a companhia também comprou dois terrenos, um visando instalar unidades de processamento, como supracitado, e outro para transformar em zona verde de conservação. Ainda recebeu um regime tributário preferencial de bens do governo de Minas Gerais, que reduzirá significativamente os custos de desenvolvimento do empreendimento.

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