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Vendas de materiais de construção registram avanço de 10% em Minas

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O comércio de materiais de construção em MG retomou o patamar pré-pandemia | Crédito: Paulo Machado Zica de Castro

O isolamento social, que deixou boa parte dos mineiros dentro de casa, desde março de 2020, alavancou em 10% o crescimento do segmento de vendas de material de construção, comparando-se o primeiro semestre de 2021 com o mesmo período de 2020. A informação é do diretor do Sindicato de Comércio Varejista e Atacadista de Material de Construção, Tintas, Ferragens e Maquinismo de Belo Horizonte e Região (Sindimaco), Paulo Machado Zica de Castro.

Paulo Castro, que também é diretor da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac), ressaltou que o crescimento deste segmento não se limitou ao aumento do número de mercadorias comercializadas. “Crescemos não só em volume de vendas, mas o faturamento também cresceu, uma vez que os preços de muitos materiais aumentaram. Já voltamos ao patamar pré-epidemia”, explicou.

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Um dos fatores para o crescimento do setor foi que o fechamento de lojas e clubes motivou a antecipação de reformas programadas para outros períodos. “Muitos comerciantes, clubes esportivos e shoppings que ficaram fechados no início da pandemia, a partir de maio de 2020, começaram a adiantar reformas que planejavam fazer no futuro. Muitas famílias também fizeram o mesmo”, observou.

Embora até abril de 2020 muitos empresários do setor tenham mantido parte de seus funcionários em casa, com o aumento da demanda, observada em maio de 2020, os investimentos em e-commerce, ou vendas no sistema “drive thru”, o funcionamento de muitas lojas foi mantido.

“Há produtos, como os necessários ao acabamento das obras, cuja compra tornava-se mais difícil neste período, porque o consumidor costuma verificar esse tipo de mercadoria antes de fechar negócio. Mas mesmo assim, muitos compravam”, afirmou.

Paulo Machado Zica de Castro atribui o aumento da demanda à antecipação de reformas | Crédito: Divulgação

Estabilização – De acordo com Castro, a alta de preços como o aço, de commodities como o cobre, do PVC cujos valores estão atrelados ao do petróleo provocaram uma pequena desaceleração das vendas observadas no último mês de maio. 

“Mas, na minha opinião, os preços de alguns materiais de construção, que subiram bastante, já estão começando a se estabilizar. A cotação do próprio dólar, que interfere no preço de alguns produtos, já começa a cair”, afirmou. Conforme Castro, o crescimento do setor foi motivado pelas medidas de proteção ao coronavírus que fizeram com que os consumidores, principalmente os que passaram a trabalhar, em home office, priorizaram as compras para garantir mais conforto aos seus lares. 

“Sem poder ir a restaurantes e eventos, tornar as casas mais confortáveis tornou-se prioridade para muitas famílias”, disse.

O aumento do preço do gás natural, necessário ao aquecimento dos fornos utilizados na produção de louças sanitárias e a alta dos juros no financiamento de imóveis são outros fatores que interferem no mercado de construção e pode tornar mais caro os preços dos insumos para os comerciantes e, consequentemente,  para os consumidores.

Mas a agilização do ritmo da vacinação e a tendência de queda do dólar, conforme Castro, deixam otimistas os empresários deste segmento. “Com a agilização da vacinação, a tendência é o crescimento do retorno das atividades econômicas. Muitas lojas de shopping centers e do comércio de rua tendem a investir em reformas para vender mais”, previu.

Lojas ampliam o número de funcionários

O aumento da demanda por material de construção registrado em 2020/2021, de acordo com o diretor da Associação do Comércio de Materiais de Construção de Minas Gerais (Acomac), Paulo Machado Zica de Castro, trouxe também outra boa notícia para o mercado. “Posso dizer que quase todas as lojas do nosso segmento tiveram que contratar mais 5% de funcionários”, avaliou.

Um dos proprietários da Casa Ferreira Gonçalves, especializada na venda de material hidráulico, Castro disse que o crescimento da demanda do setor está provocando atrasos nas entregas de alguns produtos, como a porcelana sanitária. 

Como parte da indústria de aço diminuiu o ritmo de produção, desligando alguns fornos, as empresas ficaram com a carteira cheia de pedidos e, agora, estão levando mais tempo para atender aos pedidos. “Encomendas que demoravam 30 dias, agora demandam dois meses ou mais. Isso reflete no crescimento do segmento. Pedidos de PVC, por exemplo, podem demorar até três meses”, explicou.

Embora a vacinação contra a Covid-19 esteja ajudando a reduzir o número de casos dessa doença, as lojas que vendem material de construção ainda sofrem com pequenos surtos da doença nas indústrias fornecedoras. “Há estados cuja situação está mais difícil. Um de meus fornecedores, em Santa Catarina, teve que diminuir o ritmo da produção porque parte de seus funcionários estava com suspeita de ter contraído coronavírus”, afirmou.

Desafios – Entre os desafios enfrentados pela indústria de material de construção está o desabastecimento de material como plástico, papelão e a sucata de ferro reciclado, considerados insumos fundamentais para o segmento. “Enquanto a doença não estiver controlada, podemos ter problemas para conseguir esses produtos”, alertou.

Além da superação da crise sanitária, para Castro, outro desafio a ser superado não só por este setor, mas por todos os empresários é o alcance de uma situação tributária mais equilibrada. “Precisamos muito da aprovação de uma reforma tributária que não onere tanto a indústria e o comércio. Nosso segmento se baseia na venda de um número muito grande de produtos sobretaxados com impostos diferentes, o que dificulta nossa situação”, argumentou.

Mas as previsões de crescimento da economia nacional, que estão mais otimistas, também animam o setor. “Com a pandemia, muitas pessoas resolveram trocar o apartamento por condomínios fechados ou casas onde as crianças tenham mais espaço para brincar. Com a melhoria econômica, a tendência é o setor continuar crescendo. Se mantivermos o ritmo de crescimento em 10%, acho que será um bom ano”, avaliou.

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