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Economia

Vendas do varejo têm elevação de 5,11% de janeiro a maio em BH

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Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

Nos cinco primeiros meses de 2021, o comércio varejista de Belo Horizonte registrou um crescimento acumulado nas vendas de 5,11%. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Marcelo de Souza e Silva, este é o maior indicador de crescimento do varejo na capital mineira desde 2013.

O otimismo de Silva é  fundamentado em indicadores, fruto de um estudo realizado  pela CDL/BH com base nos dados relativos ao índice de volume e  de  receita nominal de vendas do varejo analisados conjuntamente com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e dados de consulta do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) Brasil.

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De acordo com Silva, fatores como o auxílio emergencial, a reabertura do comércio e dos restaurantes proporcionaram um aquecimento progressivo da economia.  Alguns indicadores que comparam o desempenho das vendas de 2021 com o ano passado demonstram isso, conforme o presidente da CDL/BH. 

O estudo realizado pela instituição mostrou que as vendas de abril deste ano foram 7,83% maiores que as contabilizadas no mesmo intervalo de 2020. Já em maio foi apurado um aumento 7,25% em relação ao mesmo intervalo do exercício passado.

“Com a pandemia, as vendas decresceram um pouco em 2020, mas continuaram acontecendo pelo meio virtual. Embora a economia esteja retomando  este ano , de uma forma mais acanhada do que a que esperávamos, estamos  muito confiantes”, afirmou.

Varejo em alta

Em 2021, aquecido pelas vendas do Dia das Mães, da progressiva retomada do comércio e de outras atividades econômicas, o volume de vendas  do varejo no mês de maio deste ano,  também  cresceu  6,71% em relação aos negócios contabilizados no mês anterior.

“Isso indica uma tendência de crescimento. Alguns segmentos, inclusive, já retomaram o nível de vendas pré-pandemia. Em outros isso ainda não ocorreu. A economia ainda não atingiu sua melhor fase”, afirmou.

Novo Comércio

A pandemia mudou o comportamento dos consumidores. Para o presidente da CDL/BH, com o avanço da vacinação, da volta às aulas, da ampliação do horário de funcionamento dos bares, e da permissão para a realização de eventos, os belo-horizontinos  estão ficando mais confiantes em voltar a comprar presencialmente.

“As coisas mudaram um pouco. Alguns clientes, antes de irem às lojas,  já pesquisaram pela internet os produtos que querem comprar.  Mas querem ver a mercadoria de perto, experimentar, então tendem a ir presencialmente às lojas”, disse. 

Para Silva, embora mais confiantes e apesar do avanço da imunização na Capital, os consumidores belo-horizontinos estão ficando mais exigentes, cobrando a adequação aos protocolos sanitários. 

 “ A ampliação do horário de funcionamento dos bares, a volta dos eventos, tudo isso contribui para aquecer diversas modalidades do varejo. Mas creio que os consumidores continuarão a exigir o uso de máscaras, o distanciamento social, a oferta de álcool em gel”, afirmou.

Estabilização dos empregos

O crescimento das vendas do setor varejista belo-horizontino ainda não provocou um aumento expressivo de geração de novos postos de trabalho. Para Silva, isso ainda  não aconteceu, mas ele acredita que o número de empregados do segmento aumente até o final de 2021.

“Acreditamos que com o progressivo retorno às atividades, à volta às aulas, o  aumento do número de imunizados, o comércio continue crescendo. Até o final do ano, devemos crescer mais 4,5%, o que não é mal, uma vez que se prevê um Produto Interno Bruto (PIB) de cerca de 5%.”, disse Silva.

Roupas e calçados e  material de construção lideram ranking de vendas, 

Os itens mais comprados pelos belo-horizontinos em maio de 2021 foram os chamados “artigos diversos”, constituído por itens usados em caça, pesca, materiais esportivos, comprados em óticas,   brinquedos e instrumentos musicais, cuja venda aumentou 16,17%.

Em seguida no ranking de mais vendidos estão as roupas e os calçados, cujas vendas aumentaram 15,18%. “Tivemos uma demanda reprimida. No período em que a contaminação pela Covid-19 e as mortes estavam mais altas as pessoas não estavam saindo. Agora, precisam comprar, repor alguns itens“, explicou.

As vendas de material elétrico e de construção, cresceram 13,96%. Produtos de  informática aumentaram 13, 77%. O comércio de eletrodomésticos  e móveis avançou  13,21% e o de peças e veículos teve incremento de 13,11%.

Também cresceram as vendas de materiais de papelaria e livraria que tiveram um aumento de 11,76%, a comercialização de itens comprados em drogarias e cosméticos que  teve alta de 11,14%. Os itens vendidos pelo varejo supermercadista, conforme a pesquisa, aumentaram 4,6%.

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