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DIÁLOGOS DC | Canudinhos têm dias contados na Arcos Dourados e Cefet-MG

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Crédito: Pexels

Prático, barato e resistente, o plástico, de solução inovadora no século 20, tem passado a vilão nos nossos dias. De decomposição lenta em suas diversas formas, o produto tem se acumulado nos lixões das grandes cidades e nos oceanos. Cada vez mais conscientes, pessoas e empresas têm buscado soluções para o problema que tem relação direta com o ODS 12 – “Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

A Arcos Dourados, maior franquia independente McDonald’s – com atuação em 20 países -, a partir de uma iniciativa pioneira realizada no Brasil, deixou de oferecer ativamente o canudinho aos seus consumidores. Em 12 meses, conseguiu evitar o consumo de cerca de 200 toneladas de plástico de um só uso.

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O programa faz parte de uma sólida estratégia de impacto social e ambiental desenvolvida pela franquia e baseada nos compromissos da ONU para 2030. Ela se centra em cinco pontos-chave: gente, emprego, comunidade, qualidade e sustentabilidade.

De acordo com o diretor corporativo de Desenvolvimento Sustentável da Arcos Dourados, Leonardo Lima, mais do que promover a redução do uso do plástico, o consumo de água e energia elétrica, ou, ainda, mitigar as emissões de gás carbônico, em suas diferentes iniciativas, o grande papel da empresa é usar a sua capilaridade e popularidade para levar conceitos e influenciar seus diferentes públicos para a causa da sustentabilidade.

“O apoio à redução da produção e ao uso de plástico somente uma vez tem o objetivo único de alinhar os padrões de nossos restaurantes às mudanças que os clientes querem, criando soluções de embalagens sustentáveis. Esse projeto visa beneficiar a sociedade, ajudando a combater os problemas ambientais. O McDonald’s entende que mudanças em sua cadeia de fornecedores globais podem gerar um impacto positivo significativo para o planeta. Falamos ao mesmo tempo com pessoas de todo os perfis e, especialmente, aos jovens que estão dentro das nossas operações e são nossos consumidores. Essa geração é naturalmente engajada e basta dar a ela um bom exemplo para que as boas ações se multipliquem”, afirma Lima.

Enquanto a rede de fast food se envolve em ações locais e globais, em Belo Horizonte o Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG) se empenha em oferecer ao mercado um substituto sustentável ao canudinho de plástico: o canudinho de amido de milho. A expectativa é de que o novo canudinho chegue ao mercado no início do ano que vem.

A professora do Departamento de Química, Patrícia Santiago de Oliveira Patrício, e a professora do Departamento de Engenharia de Materiais (DEMa) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – em São Paulo -, Alessandra de Almeida Lucas, uniram suas pesquisas em biopolímeros para encontrar a proporção perfeita de amido de milho e outros materiais capazes de dar ao produto final propriedades mecânicas e térmicas para o consumo, proporcionando uma experiência agradável para o usuário e com qualidades amigáveis ao meio ambiente na hora do descarte.

“Trabalhamos na modificação da molécula para encontrar um material que fosse biodegradável, agradasse o usuário e tivesse uma boa relação de custo. O amido de mandioca é estudado há muito tempo para este fim. É um produto barato e popular no Brasil, porém como é higroscópico (absorve água do ambiente), ele se desfazia durante o uso. A solução era adicionar outros polímeros biodegradáveis à mistura, porém isso elevava os custos. Nossa missão era fazer a modificação molecular encontrando a proporção ideal que nos levasse ao resultado desejado”, explica Patrícia Patrício.

Entre as alterações estão testes que permitiram a redução significativa da quantidade de outros poliésteres, chegando a porcentagens de amido que vão de 70% a 90%. A estimativa é de que o material custe 80% do valor do polímero puro.

A pesquisa é desenvolvida no Laboratório Intechlab do Cefet-MG e conta com a co-coordenação do professor Patterson Patricio de Souza e alunos da Instituição. “Outro ponto importante é que trabalhamos para que fosse possível produzir utilizando o mesmo maquinário que existe hoje, o que ajuda a controlar os custos finais”, completa a professora.

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