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ENGENHARIA HOJE | Nova gestão toma posse e tem como prioridade a valorização da engenharia

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Virgínia Campos quer que população perceba importância da engenharia no dia a dia | Crédito: SME/Divulgação

A nova presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros, Virgínia Campos, que tomou posse ontem, tem como uma de suas prioridades, valorizar a engenharia, de tal forma que a população possa perceber a sua presença nos vários setores de sua vida cotidiana, não apenas nas edificações e ruas e avenidas das cidades.

“Nosso papel incluirá demonstrar como a engenharia faz parte da vida das pessoas e é a base de nosso desenvolvimento”, afirma Virgínia Campos, que terá um mandato de três anos. Para ela, a engenharia do presente caminha pela articulação de um tripé que, numa vertente, contém o conhecimento e a tecnologia. Em outro, está o canal de escuta da sociedade, pelo qual a engenharia transforma seu arsenal de conhecimento em soluções que nos levarão ao futuro.

Com a Lava Jato, a engenharia e as empresas de engenharia entraram em uma grave crise que, em muitas delas, perdura até hoje. Como você enxerga essa crise da engenharia e como evitar que ela se repita? A engenharia recupera sua credibilidade enquanto negócio?

Sim, as investigações e processos da Lava Jato afetaram muito algumas empresas de engenharia, especialmente as maiores construtoras. Mas há aspectos a considerar: a maior parte das empresas de engenharia, e são dezenas de milhares, não foi afetada pela Lava Jato. Mas a retração de investimentos em infraestrutura no Brasil trouxe um impacto muito grande ao setor de engenharia, com a paralisação e a falta de novos projetos. As empresas tiveram de reduzir atividades, aguardando um novo ciclo de retomada do desenvolvimento. O recente marco do saneamento é um exemplo que queremos ver repetido. Contamos com os novos investimentos para ativar as empresas a partir de 2021. Por outro lado, vale mencionar que as empresas envolvidas na Lava Jato assinaram acordos com as autoridades e se comprometeram a implantar novos sistemas de controle. Consideramos que essas empresas, na medida em que demonstrarem estar em dia com os compromissos firmados, estarão também habilitadas a participar do novo ciclo de investimentos em infraestrutura. Por fim, e igualmente importante, as boas práticas de compliance fazem parte hoje da realidade de muitas empresas de engenharia no Brasil. E isso será fundamental para evitar que práticas nocivas, como as reveladas pela Lava Jato, voltem a ocorrer no Brasil.

A engenharia é tida, ainda hoje, uma área do conhecimento muito ligada, no senso comum, à construção civil. Poucos sabem que, no mundo moderno, a engenharia está presente em praticamente tudo o que ocorre à nossa volta. A que você atribui esse conceito errôneo que se tem da engenharia hoje e como superá-lo?

De fato, a sociedade vê a engenharia materializada nas grandes obras e estruturas. São ícones da engenhosidade os projetos como as grandes estruturas de transporte, energia, e recursos hídricos, entre outros. Mas a engenharia está presente também nos materiais que facilitam a nossa vida no dia a dia, nas comunicações globais que nos unem em tempo real, nos equipamentos médicos que salvam vidas, nas novas tecnologias agrícolas, entre muitos outros campos. As grandes obras marcaram a história de nossa civilização, daí essa ligação tão forte com o significado da engenharia. Sem reduzir a importância dos grandes projetos, nosso papel na SME incluirá demonstrar como a engenharia faz parte da vida das pessoas e é a base de nosso desenvolvimento. Nosso lema poderia ser sintetizado: precisamos de mais engenharia já!

No mundo de hoje, em que valores como governança e sustentabilidade estão cada vez mais em alta, para onde caminha a engenharia?

Podemos mostrar esse caminho afirmando que a engenharia nos antecipa o futuro e nos aproxima como pessoas, comunidades e o ambiente em que vivemos. Para isso, a engenharia do presente caminha pela articulação de um tripé que numa vertente contém o conhecimento e a tecnologia. Em outro, está o canal de escuta da sociedade, recebendo os inputs transmitidos pelas organizações e representações, indicando prioridades, temas e perspectivas do futuro. Pelo terceiro canal, a engenharia transforma seu arsenal de conhecimento em soluções que nos levarão ao futuro. Por isso, a relevância do compromisso com a governança e a sustentabilidade, tanto internamente nas empresas quanto na relação com a sociedade.

Em um segmento como a engenharia, que é, ainda hoje, um universo ainda muito masculino, como é ser mulher e, ao mesmo tempo, presidente de uma instituição que representa esse universo extremamente masculino?

A primeira mulher a se formar engenheira no Estado foi Iracema Brasiliense, em 1922. Exerceu cargos de chefia e foi homenageada pela SME na década de 50. A presença feminina em nossa instituição não é novidade nem mesmo na presidência. A diversidade fortalece nossos canais de escuta e compreensão da sociedade, amplia o foco das organizações e torna as empresas mais preparadas para engenhar as soluções que a sociedade nos demanda. As empresas que assim atuarem terão um forte componente de competitividade e de diferenciação junto a seus clientes e mercados de atuação. Por essa razão, como mulher na presidência da SME, darei visibilidade às iniciativas que se destacarem pela engenhosidade embasada pela diversidade. Longe de alimentar a dicotomia feminino versus masculino, acredito que a força da diversidade está em captar o que há de melhor em diferentes experiências e perspectivas. As diferenças nos fazem mais fortes, sobretudo quando praticamos a equidade nas oportunidades.

Quais suas prioridades enquanto presidente da SME?

Minha missão irá além de recuperar o papel de destaque que a SME ostentou no passado. Junto com isso, e talvez até como um objetivo mais importante, é necessário o resgate da presença ativa da engenharia nas estratégias de desenvolvimento em nosso Estado e sociedade. As dificuldades enfrentadas nos últimos tempos pela SME não resultaram apenas de problemas gerenciais internos. Estes, ainda que tenham existido, foram enormemente potencializados pela diluição da presença da engenharia nas decisões estratégicas e de condução das atividades econômicas. Nos últimos tempos, a engenharia foi alijada das ações de governança pública, incluindo o planejamento de empreendimentos e intervenções na realidade física e social, em todo o País. Pior do que isso: quando a engenharia não esteve literalmente afastada das decisões estratégicas na própria gestão pública, ela esteve sub-representada, trazendo soluções improvisadas ou simplificadas, e nem sempre consistentes com o “estado da arte”. A prioridade será o de resgatar o papel preponderante e essencial da “boa engenharia” e através dela – e com ela – recuperar também a própria estabilidade institucional da SME.

Digitalização da engenharia esbarra nos cursos

Digitalização com BIM é processo irreversível na engenharia, diz representante do setor | Crédito: Rochetechsolutions.com

Modernizar o currículo dos cursos de engenharia e arquitetura no Brasil e tornar efetiva a integração entre empresa e universidade são dois fatores fundamentais para ampliar a digitalização na construção civil, reduzindo custos e prazos de edificação e contribuindo na preservação do meio-ambiente.

A conclusão é do presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, e dos arquitetos e urbanistas Rogério Suzuki e Ricardo Codinhoto no painel virtual Pós-BIM (Bulding Information Modeling), realizado como parte da programação especial que antecedeu o 92º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), iniciado de forma on line  ontem (1º) e que continua hoje (2). Para saber mais sobre o Enic, basta acessar o site do evento em https://app.virtualieventos.com.br/92enic/inscricao.

Embora não se discuta mais no País a necessidade de se ampliar a utilização do BIM na construção civil, como sublinhou Rogério Suzuki, sua implementação é ainda baixa nos diversos segmentos do setor. Um dos maiores problemas na disseminação do BIM no Brasil, concordaram Martins e Suzuki, é a escassez de mão de obra especializada para operar o software, que, entre outros benefícios, agrega virtualmente todos os detalhes do processo de construção, detalhando tipos e quantidades de insumos.

Professor na Inglaterra, Ricardo Codinhoto fez um relato do processo de digitalização inglês, em fase bastante adiantada na construção civil. Entre os exemplos que citou, estão o controle das enchentes do rio Tâmisa por meio digital, o uso de uma vestimenta robótica que permite ao trabalhador carregar material pesado e a introdução de um micro sensor no concreto, com bluetooth, que mede a temperatura e a qualidade do material.

Ao defender, como Suzuki e o presidente da CBIC, a necessidade de maior integração entre empresas e universidades, Codinhoto sugeriu que se adotasse no Brasil, como se faz na Inglaterra, como um dos indicadores do desempenho das universidades, a empregabilidade dos formados até três meses depois da graduação.

Segundo José Carlos Martins, há dificuldades no relacionamento entre as empresas e as universidades que precisam ser superadas. “Nosso atraso pode ser uma grande oportunidade para se disseminar a digitalização. Existe um outro mundo rodando por aí”, declarou ele. Ele lembrou que, entre abril e junho, em plena pandemia da Covid-19, quando foram fechados os plantões presenciais de venda em São Paulo, ocorreram mais de 60% das vendas de imóveis acumuladas na capital paulista este ano, via online.  “Está crescendo um debate nacional voltado para a necessidade de se melhorar a competitividade no Brasil”, pontuou o presidente da CBIC.

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