O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) reúne nesta quinta-feira (29) correspondentes bancários de todas as regiões do Estado para discutir como levar mais crédito às micro e pequenas empresas (MPEs), sobretudo no interior. A rede, hoje com cerca de 1,1 mil representantes autorizados a operar as linhas do banco para esse público, responde por grande parte dos R$ 740 milhões liberados às MPEs entre janeiro e meados de outubro.
Foto: Divulgação/ BDMG/ Bruno Simões
O volume é 90% maior que o do mesmo período de 2025 e já ultrapassa o total do ano passado inteiro, de R$ 530 milhões. Segundo o banco, é recorde para o segmento. Os recursos chegaram a cerca de 7 mil empreendedores.
A dependência dos correspondentes tem explicação. O BDMG não pode manter agências bancárias, e são esses parceiros que procuram o empresário, apresentam as linhas e acompanham a contratação, sem custo adicional para o cliente. Para o presidente do banco, Gabriel Viégas Neto, a rede é essencial para interiorizar o crédito. “Além de fortalecer os negócios, esse crédito impacta a economia e a sociedade como um todo, já que as micro e pequenas empresas respondem pela maior parte dos empregos de carteira assinada gerados no Estado”, afirma.
O esforço de descentralização aparece nos números gerais do banco. Neste ano, o BDMG fez desembolsos para clientes de 577 municípios, e 74% das cidades atendidas estão fora da região Central, como mostrou o balanço divulgado na semana passada. diariodocomercio
Pronampe e fundos garantidores
O crescimento entre os pequenos negócios vem se acelerando ao longo do ano. No primeiro semestre, o desembolso para MPEs somou R$ 495 milhões, mais que o dobro dos R$ 244 milhões de janeiro a junho de 2025. No balanço geral até 19 de outubro, o banco havia liberado R$ 4,25 bilhões a empresas e municípios, alta de 29%, e as micro e pequenas e as prefeituras foram as carteiras que mais cresceram, ambas com 89%. bdmg bate recorde libera r 28 bilhoes credito +2
Além da rede de distribuição, o diretor comercial do BDMG, Rubens de Brito, atribui o desempenho à ampliação dos recursos do Pronampe e dos fundos garantidores, que reduzem a barreira de acesso ao crédito. Para ele, demanda nunca faltou ao segmento. “O desafio desse setor é muito mais conseguir este acesso”, disse o diretor ao Diário do Comércio. O banco também tem ampliado a oferta por meio de parcerias com entidades como a CDL/BH, a Fecomércio MG e o Sebrae Minas. diariodocomerciodiariodocomercio
Do correspondente ao balcão
Em Nova Lima, Renato Valle Santos, da J.A Comércio de Papelaria, foi procurado por uma correspondente. Cliente do BDMG desde a pandemia, ele contratou um novo financiamento para reformar a loja e renovar o estoque. “Fui procurado pela correspondente e ela me indicou a nova oportunidade. Ela me apresentou as condições de crédito mais interessantes que de outras instituições, com carência ampliada”, conta.
Em Belo Horizonte, a médica Ângela Vianello buscou o banco para reformar a Clínica Less e adaptar os espaços a novos tipos de atendimento. “O que mais me chamou a atenção foi a postura de parceria do banco com os pequenos negócios. Quem empreende precisa de um banco que compreenda o seu projeto e ofereça condições para realizá-lo. Foi o que encontrei no BDMG”, diz.
Editora Executiva do Diário do Comércio desde 2019. Atuou como repórter e editora de Economia e Negócios entre 2004 e 2018. Graduada em Comunicação Social pela Fafi-BH, com pós-graduação em Tecnologias da Informação e Marketing em Comunicação. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/luciana-montes
Ao preencher e enviar o formulário, você concorda
com a nossa Política de Privacidade e Termos de Uso.
Reportar Erro
Você não precisa colar o link e nem o título do conteúdo no seu relato. Vamos incorporar todas as informações necessárias para nossa equipe em sua mensagem.