Dólar fecha em alta com exterior e política econômica no radar em dia de dados de emprego nos EUA

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,44%, a R$ 5,5115
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Dólar fecha em alta com exterior e política econômica no radar em dia de dados de emprego nos EUA
Foto: Fayaz Aziz/Reuters

O dólar encerrou a sexta-feira (6) em alta contra o real, acompanhando o fortalecimento da divisa no exterior, com os agentes avaliando dados de emprego dos Estados Unidos e sinalizações sobre a política econômica do quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O dólar à vista encerrou o dia com alta de 0,44%, a R$5,5115.

Às 17h49, o dólar futuro para dezembro subia 0,10% na B3, aos R$5,5360.

Na semana, o dólar acumulou alta de 1,20% contra o real.

Destaque da agenda econômica do dia, o relatório de empregos dos EUA mostrou que a economia norte-americana abriu 165 mil postos de trabalho no mês passado, após 60 mil em setembro, informou o Departamento do Trabalho do país. Economistas consultados pela Reuters previam criação de 65 mil empregos, após 29 mil em setembro divulgado anteriormente. A taxa de desemprego caiu em relação aos 4,2% registrados em setembro.

Os números acima das estimativas fizeram o índice do dólar americano disparar no exterior, subindo em relação a maioria das divisas globais, limitando o desempenho do real.

“O dado reforçou a leitura de um mercado de trabalho resiliente e elevou a precificação de uma nova alta de juros pelo Fed na reunião de dezembro”, disse Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad.

Nesse contexto, no fim do dia, o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,76%, a 102,320.

Localmente, os investidores seguiram acompanhando as sinalizações sobre os possíveis rumos da economia no novo mandato do presidente Lula. Mais cedo, Lula disse que seu governo tem responsabilidade fiscal, mas que também leva em conta a responsabilidade social.

Durante discurso durante reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), Lula fez ainda a avaliação de que a dívida brasileira não é tudo o que parece e afirmou que busca transformar o Brasil em uma potência, para que o país não dependa da China ou dos Estados Unidos.

As declarações de Lula acontecem após o presidente ter se reunido na véspera com autoridades e conselheiros para debater agenda econômica, um dia após o Banco Central ter interrompido o ciclo de cortes de juros em meio a incertezas sobre o futuro da equipe econômica e da política fiscal de Lula depois de sua reeleição.

“Enquanto não houver uma âncora fiscal clara, qualquer choque externo é amplificado no câmbio”, disse Enrico Cozzolino, sócio e estrategista da Zermatt Partners.

Conteúdo distribuído por Reuters

Igor Sodre
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Igor Sodre

Agência Reuters