Empreendedores do Norte de Minas contarão com R$ 3,7 bilhões em recursos do FNE em 2027
Os empreendedores localizados na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) em Minas Gerais contarão com uma disponibilidade orçamentária de R$ 3,7 bilhões do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) em 2027. De acordo com estimativas iniciais, a pecuária será o setor que mais receberá recursos, com R$ 1,1 bilhão.
Ao todo, o fundo do governo federal terá um orçamento de R$ 60,9 bilhões voltados para o financiamento de atividades produtivas na região Nordeste do Brasil e também na parte Norte de Minas Gerais e do Espírito Santo. O valor destinado aos empreendedores mineiros foi apresentado durante um evento realizado nessa quarta-feira (23), em Montes Claros, na região Norte do Estado.
O montante previsto para atividades pecuárias responde por 29,7% do total de Minas Gerais, sendo o único a superar a barreira de R$ 1 bilhão. Em seguida, aparece a agricultura, com R$ 866,3 milhões; e na sequência estão os setores de infraestrutura (R$ 689,9 milhões), comércio e serviços (R$ 603 milhões). Outros destaques são indústria e turismo, com R$ 313,6 milhões e R$ 43,3 milhões, respectivamente.
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De acordo com o planejamento, a pessoa física terá R$ 9,1 milhões, voltados aos financiamentos estudantis (P-Fies) e para a implantação de sistemas residenciais de energia solar. Os valores são uma estimativa inicial que será analisada pelo Conselho Deliberativo da Sudene em dezembro deste ano.
Avanço na disponibilidade orçamentária

O orçamento do FNE previsto para toda a área de atuação da autarquia representa um crescimento de 16% na comparação com o programado no ano anterior. A distribuição dos recursos considera as diretrizes estabelecidas pelo conselho da Sudene e busca compatibilizar a oferta de crédito com as características econômicas e territoriais dos estados que integram a área de atuação.
Além disso, o orçamento indicado delimita o piso de aplicações para o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) no Estado. As contratações de financiamento com recursos do fundo constitucional podem ser ainda maiores a depender dos projetos apresentados.
A maior parte (62%) dos recursos deverá ser destinada a empreendedores dos portes prioritários – mini, micro, pequeno e pequeno-médio. A programação também estabelece limites para a participação de cada Estado, que variam entre 5% e 30% do orçamento do FNE. Para o setor de infraestrutura, está previsto um orçamento específico equivalente a 35% dos recursos do fundo.
Entre os principais destinos dos recursos está o semiárido nordestino, que deverá receber aproximadamente R$ 30,5 bilhões, e as tipologias prioritárias da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), com previsão de R$ 42,7 bilhões. Já para as Regiões Integradas de Desenvolvimento (RIDEs), está estimado R$ 1,82 bilhão, enquanto as cidades intermediadoras deverão contar com R$ 3,01 bilhões.
Lembrando que os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Pernambuco, Piauí já apresentaram a programação financeira do FNE na semana passada. No caso do Maranhão e do Rio Grande do Norte, o evento para diálogo sobre a aplicação do fundo constitucional ocorreu nessa terça-feira (22).
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